sonho e realidade III

 

o clássico anarquismo afirma-se no combate à coroa e à igreja

afirma-se, portanto, igualitário e… ateísta

mas o rei passou a transportar o rótulo de anarquista. e… o padre, qual mago de circo, tirou já, da cartola, o rótulo de herege. o dueto não deixa espaço ao político, ao democrata, ao socialista – esses, não sentem a música porque não têm ritmo…

o terrorista e o monarca são arquétipos… os outros são meros funcionários.

o tempo em que o anarquista e o rei se estrangulavam numa esplêndida batalha, passou. os dois estão, agora, relegados ao caixote de lixo dos nossos computadores – não passam de meras curiosidades de um passado que rebuscamos no google. eles eram os dois rostos de janus – a unidade. e… o sonho de uma razão. outra…

eles são os monstros mais desejados. talvez – também – desejosos.

é o anarquista/rei que nos move. é o homem/deus que nos faz dançar ao ritmo pausado de um rito mágico e presidido por uma divindade que habita os nossos mais fantásticos sonhos e… nossas fantasias – as que os outros chamam utopias – precisamente: “o estado sou eu”…

agarra-o e… segura-o.

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