Necronomicon – ilustrado

versão castelhana (en español)

Necronomicon -Page_0108 Necronomicon Ilustrado_Page_0208 Necronomicon Ilustrado_Page_0308 Necronomicon Ilustrado_Page_0408 Necronomicon Ilustrado_Page_05

08 Necronomicon Ilustrado_Page_0608 Necronomicon Ilustrado_Page_0708 Necronomicon Ilustrado_Page_0808 Necronomicon Ilustrado_Page_09

08 Necronomicon Ilustrado_Page_1008 Necronomicon Ilustrado_Page_1108 Necronomicon Ilustrado_Page_1208 Necronomicon Ilustrado_Page_13

08 Necronomicon Ilustrado_Page_1408 Necronomicon Ilustrado_Page_1508 Necronomicon Ilustrado_Page_1608 Necronomicon Ilustrado_Page_17

08 Necronomicon Ilustrado_Page_1808 Necronomicon Ilustrado_Page_1908 Necronomicon Ilustrado_Page_2008 Necronomicon Ilustrado_Page_21

08 Necronomicon Ilustrado_Page_2208 Necronomicon Ilustrado_Page_2308 Necronomicon Ilustrado_Page_2408 Necronomicon Ilustrado_Page_25

08 Necronomicon Ilustrado_Page_2608 Necronomicon Ilustrado_Page_2708 Necronomicon Ilustrado_Page_2808 Necronomicon Ilustrado_Page_29

08 Necronomicon Ilustrado_Page_3008 Necronomicon Ilustrado_Page_3108 Necronomicon Ilustrado_Page_3208 Necronomicon Ilustrado_Page_33

08 Necronomicon Ilustrado_Page_3408 Necronomicon Ilustrado_Page_3508 Necronomicon Ilustrado_Page_3608 Necronomicon Ilustrado_Page_37

08 Necronomicon Ilustrado_Page_3808 Necronomicon Ilustrado_Page_3908 Necronomicon Ilustrado_Page_4008 Necronomicon Ilustrado_Page_41

08 Necronomicon Ilustrado_Page_42 08 Necronomicon Ilustrado_Page_43 08 Necronomicon Ilustrado_Page_44 08 Necronomicon Ilustrado_Page_45

08 Necronomicon Ilustrado_Page_46 08 Necronomicon Ilustrado_Page_47 08 Necronomicon Ilustrado_Page_48 08 Necronomicon Ilustrado_Page_49

08 Necronomicon Ilustrado_Page_50 08 Necronomicon Ilustrado_Page_51 08 Necronomicon Ilustrado_Page_52 08 Necronomicon Ilustrado_Page_53

08 Necronomicon Ilustrado_Page_54 08 Necronomicon Ilustrado_Page_55 08 Necronomicon Ilustrado_Page_56 08 Necronomicon Ilustrado_Page_57

08 Necronomicon Ilustrado_Page_58 08 Necronomicon Ilustrado_Page_59 08 Necronomicon Ilustrado_Page_60 08 Necronomicon Ilustrado_Page_61

08 Necronomicon Ilustrado_Page_62 08 Necronomicon Ilustrado_Page_63 08 Necronomicon Ilustrado_Page_64 08 Necronomicon Ilustrado_Page_65

Anúncios

Mandragora Officinarum

mandragora

a constelação de Orión era (segundo consta em vários canhenhos) habitada pelo Deus Osiris, o qual, há milhões de anos padecia de uma doença estranha – o aborrecimento

e

porque nunca tinha tido a oportunidade de se olhar ao espelho, decidiu vir á Terra para se contemplar num dos seus templos

com este objectivo, disfarçou-se de cavaleiro – colocou uma espada na bainha do seu cinto ornado por três pedras preciosas. um capacete e uma couraça, completam a sua indumentária de guerreiro.

mas, porque desejava um companheiro para a viajem, convidou uma estrela vizinha – O Cão – o qual aceita acompanhá-lo.

por seu turno, esta estrela resolve conservar a sua própria figura de cão

e

levar consigo, como amuleto, meia lua de chumbo.

foi assim que se lançaram ambos num voo de séculos a caminho do nosso planeta.

ao aproximarem-se da Terra, o primeiro encontro foi com grandes bandos de pássaros, que chilreando de júbilo, se cruzaram com eles, e saudaram efusivamente Osiris como se se tratasse de um velho amigo. porém, com o cão nada queriam, pois este dava mordidelas, grunhia e tentava matar os que dele se aproximavam.

mas próximo da Terra, grandes nuvens de mosquitos, abelhas e moscardos se aproximaram, respeitando o cavaleiro, enquanto ao pobre cão tratavam de o mortificar sem compaixão.

um pouco mais perto do nosso planeta, o efeito da Lei de Atracção, provocou o descalabro; o cão com a sua lua de chumbo – bem pesada – precipitou-se. até se perder de vista.

Osiris, entretanto, escutava o relato de quantos animais encontrava, a respeito das coisas da Terra.

entretanto a estrela – O Cão – precipitou-se sobre a superfície do planeta com tal violência que se fundiu no solo gritando e pedindo auxílio…

ao ouvir o pedido de socorro, Osiris procura libertar o companheiro, empunha a sua espada e escava desesperadamente.

primeiro, descobre o focinho, logo as orelhas, mais tarde a cabeça, as patas, e por último, o tronco. no fim desta operação, levada a cabo por Osiris, o local ficou repleto de destroços; bocados da espada, carne do animal e sangue…  uma mescla de aço e carne de cão.

então o aço – pertença do Deus –  ali ficou como símbolo do bem

e

a carne no animal, como base do malefício.

conta-se que naquela noite se ergueu nesse lugar um cadafalso onde foi sacrificado um inocente que no momento em que foi levado à forca se urinou de medo. a urina caiu sobre o aço e a carne do cão provocando, assim, o nascimento de uma planta à qual chamaram Osirides. outros, porém, a apelidaram de Mal Canino. Mais tarde, essa mesma planta, foi denominada de Mandrágora.

desde essa altura a medicina ocupa-se desta planta para lhe extrair a parte de Deus, a que cura as enfermidades. porém, a parte do cão destina-se ao lado obscuro…

(a Magia Goética trabalha muito com a Mandrágora).

os curandeiros também obtêm  bons resultados para curar todas as enfermidades dos órgãos sexuais, os rins e, sobretudo, é o remédio por excelência contra os males do baço – e o baço tem grande importância astral.

para nós, a mandrágora é usada apenas para efeitos astrais… ritos que beneficiam as nossas prestações enquanto criadores de acções performativas.

estamos a falar da planta Mandrágora Officinarum. que outros conhecem pelos nomes vulgares de Berenjenilha ou Uva de Mouro (Atropa Mandrágora). esta planta que cresce na península ibérica, em bosques sombrios, junto às correntes de água e em sítios misteriosos onde nunca penetra o Sol. a sua raíz é grossa, longa e esbranquiçada, por vezes dividida em duas partes.

uma porção de folhas ovais e onduladas rodeia a raiz e se estende em círculo pelo solo.

o seu fruto, semelhante a uma pequena maçã, produz um odor desagradável assim como toda a planta.

os campesinos conhecem, ainda que por tradição, o terror que só o nome desta planta despertava nos seus antepassados.

para eles era um vegetal que tinha algo de Ser Humano e as obras de magia indicavam-na como algo excepcional a que é forçoso dispensar culto.

Teofrasto Paracelso diz: Antropomórfosis, Columela, Simili − Homo e Eldal, árvore com cara de homem.

entrava na composição dos Filtros, dos malefícios e em diferentes receitas de feiticeiros.

quando a arrancavam da terra, diziam que o homenzinho encerrado nela lançava gritos horríveis e gemidos agudos.

era preciso colhê-la, debaixo de uma forca, após ritos estranhos.

há uma variedade de Mandrágora conhecida como do género feminino, distingue-se pelas suas folhas pequenas, pelas suas flores púrpuras e seu largo fruto.

uma obra da Idade Média distingue estas variedades, na forma de Homem e Mulher, Adão e Eva, no Paraíso Terreal.

entre as plantas sagradas, a verdadeira Mandrágora, a dos magos, só cresce em abundância nos Himalaias – Tíbet – onde os sacerdotes a cultivan.

Leyendas hay sobre esta planta que llenarían volúmenes. La Biblia la cita en el Génesis en relación con el acto sexual. Josefus, Buda, Confucio y Mahoma, la mencionaban, y todos ellos se preocuparon por ella. La Iglesia cuenta que el Arzobispo Eberhardo murió en el año 1066 debido a un maleficio hecho con esta hierba, y sobre su tumba hay una lápida que hasta hoy mismo es admirada por los turistas donde se relata este hecho. Los concilios, se ocuparon siempre de este asunto y la mayor parte de los procesos de la Inquisición tienen como cuerpo del delito las manipulaciones con Mandrágora.

mitos e sementes

da mitologia greco-romana deméter & perséfone

 alfaces-1

 havia mesmo

um labirinto que não era messiânico uma vez que esse labirinto estava vedado a qualquer espécie de salvador 

o labirinto era (diziam) a própria salvação 
daí se dissesse à boca-pequena que o melhor seria dizer
dizer tudo o que nos apetecesse no momento 
para justificar o labirinto 
uma vez que ele (o labirinto) era construído pelas palavras de quem dizia o que pensava

esse espaço encerrava mistérios relacionados com a sexualidade sagrada – era uma cidade onde se celebravam rituais em honra das deusas deméter e perséfone
para quem não saiba (ou esteja esquecido) deméter é a grande mãe do mito grego a responsável pela fertilidade da terra e da agricultura
e
deméter tinha uma filha – resultado da sua união com zeus
e
essa filha chamada perséfone era (ao que parece) muito interessante e cobiçada por outros divinos senhores
aqui entra hades em cena – porque hades era ou ainda é um dos tais divinos senhores
então hades o deus do mundo dos mortos apaixonado que estava pela moça 
resolve rapta-la 
e
num golpe de mago – o tal divino senhor – abre uma fenda na terra 
e
perséfone será simplesmente tragada

a jovem deusa viaja nas entranhas da terra 

é despejada no érebo
o érebo é – tão só – um outro labirinto nada messiânico onde os“iniciados da pedra” construíram a residência de hades (coisa mui semelhante aos infernos)

a deusa mãe
a grande deméter 
entrou como é lógico em alta paranóia e desespero
e
completamente despenteada procurou por todos os cantos do olimpo a filha (escusado será dizer que sem êxito)
a tristeza e o desespero da deusa foi tal que provocou um enorme eco – para além de elevado número de acidentes nas auto-estradas
então
nesse momento preciso 
surge uma enorme onda em forma de grande seca 

como é óbvio 
fome
nada brotava da terra 

a humanidade precipitava-se para a morte (precisamente. há situações que se repetem)

é nessa altura que o deus sol (mais conhecido por hélios) – o deus que tudo vê
informa deméter que hades havia raptado perséfone
deméter foi então no seu tapete voador a casa de zeus pedir que este obrigasse hades a devolver a filha – foi o que aconteceu mas
há sempre um mas nestas coisas

quando hades trouxe perséfone 
já esta havia comido uma romã (símbolo, segundo os mais ilustres e entendidos semióticos, do submundo) – daí se infere que a menina-deusa já desposara hades e tinha de acarretar com as obrigações que o casamento impunha na época

tal situação faz com que 
aqui
haja uma pausa na narrativa para que os deuses discutam entre dois copos de tinto servidos pelo jovem ganimedes que na altura já tinha sido raptado por zeus e sido nomeado copeiro-mor dos deuses
ganimedes serviu ainda chás de mandrágoras e outras iguarias para deleite dos deuses presentes

depois da pausa chegou-se ao acordo que segue
1. durante 9 meses perséfone ficaria com a mãe 
2. nos restantes 3 meses voltaria ao érebo para acompanhar o marido nos muitos afazeres – lá na residência dos mortos
é desta forma que surge o inverno – os 3 meses em que a terra perde sua força – a estação que retrata a enorme tristeza de deméter (por estar afastada de sua filha, claro está)

o mito inscrito no labirinto com uma caligrafia mágica e mística – o mito de deméter e perséfone simboliza no entender do escriba 
o drama que é o ciclo da vida
perséfone é a semente que a terra traga (terra que é, também, mãe. a que fertiliza. mas a terra é também
a sepultura da semente – na medida em que morre no momento em que o rebento irrompe)
a vida surge do útero da mãe
de dentro da terra 
“comemora-se” a tragédia – encena-se já o rito da morte e da ressurreição

alfaces3

 

da semente depositada na sua “sepultura” surge a vida 

de uma só semente podem surgir milhares de outras sementes 
e
as sementes foram ofertadas pelos deuses aos homens – para que cultivassem os campos

os deuses ofertaram as sementes 
logo as sementes são do homem

os deuses revelaram-nos este mistério no labirinto que não é de todo messiânico
o mistério da multiplicação 
o mistério da vida
o mistério do sacrifício da semente – que se entrega à “mãe terra” num rito anual 

ao longo dos séculos

e
o culto da semente é também (como lógico) um culto à sexualidade

nota: estes mistérios e cultos não eram estranhos ao povo egípcio, que o dedicavam à deusa ísis. foram também praticados noutras religiões iniciáticas. com o domínio do cristianismo a sexualidade passa a não ter espaço – é um acto pecaminoso. hoje o ritual da “terra mãe” (rito consciente ou inconsciente por parte do homem que afaga a terra) está em perigo. outros interesses se erguem – (querem mesmo castrar as sementes?) – texto publicado em simultâneo em um comboio na nudez dos carris