o lixo decididamente um luxo

lixo

o lixo é um luxo (ou de uma reflexão para um manifesto quase poétiCU/artístiCU)

alucinante é o ritmo dos anúncios-lâmina as aves exóticas vibram encontros de fazer eriçar cabelos e cada parte do seu corpo se envolve na mente com harmoniosos sons próximos mui próximos da demência e nos limites da pele ele olha para ela para melhor entender como se sente bem quando dança nos olhos dos transeuntes então como bom ladrão de incautos cegos executa no teclado moinhos e odes dedilhadas delicadas e dedicadas aos rouxinóis é nesse momento que transcreve algumas letras separadas convenientemente para que  o espetáculo se assemelhe a um desfile de anjos reflectidos nos olhos claros e no sorriso inocente mas a desonestidade prevalece nos quadris quentes e isso ajuda a mover-se sobre os seus pecados vibrantes e hipnóticos para dizer – eu vi e caí sobre mil resistências que doce é o aroma da sedução – com um sorriso doce provoca-a e convida-a à dança sensual e deixa-se envolver junto à antecâmara dos violoncelos pelas suas mentiras
o

o fluxo laminar deixou-se cair sobre as chaves homero pro- punha-se nesse momento reconstruir sobre as ruínas a cidade bombardeada após aprofundada análise das obras de arte ocidental e de uma série de glyphs gravados na pele das vítimas o desenhador da coisa era um arquitecto da comissão das obras municipais foi ele quem pintou um burro para o andor da procissão que para o efeito usou uma impressora que transpirava poemas em linha e uma série de pausas cujo comprimento e cumprimento seria determinado através da formatação de códigos muito precisos em seguida registou um guincho guinado para o lado de fora que se movia no papel seguiu-se a reprodução do ruído e foram igualmente transcritas belas músicas com o auxilio da sua própria voz compôs também um texto que reconhece as palavras e ob- jectos tridimensionais inscritos no espaço-tempo os quais pre- tendem desatar os textos num tour de force mas nem sempre fazem uso de caracteres do alfabeto grego e tão pouco escapam aos parágrafos desenhados ao longo dos discursos sem fundo e tão pouco tecto o artista salientou ainda que o mundo é na verdade uma complexa alegoria digital onde os escritos poéticos serão sempre alvo de consulta por via de forças magnéticas emitidas por investimentos precisos
as

lixo-4

as consoantes que circulam não são mais que consoantes as vogais é que são outra coisa mais colorida coisa arquivada na memória do tempo coisa devidamente estudada pelo menino arthur sentado sobre os lençóis manchados pelos restos de uma noite de sexo numa qualquer pensão de paris há todavia pensou ele notas de era uma vez que emanam magnetismo e um certo odor a filosofia e também a velhos jornais vendidos em caixas de cartão nas ruas a vida só poderá ser devidamente contemplada do alto dos moinhos de vento mas antes há um conjunto de instruções a cumprir claro que são úteis e não podem jamais ser descoradas para que melhor seja cumprida a sua real limpeza-a-seco e como é evidente só assim os devotos alcançarão com o olhar o sudário sagrado e nos poderão responder a questões que urge descodificar
as

as línguas zumbem na cabeça com secretas palavras qualquer peça que escreva exclui a escrita é assim como um remover de todas as especificidades e convertê-las em ambiguidades é como incendiar os dias por necessidade e é ainda ordenar o que segue e o que segue não é mais que uma verificação e confirmação do absoluto a língua será a resposta evasiva ou um endereçar de intenções é portanto como escrever uma mensagem à baleia mais próxima e sonharem-se áfricas em carne viva e é também muitas vezes o manter do todo sobre um beijo usado num sigilo mágico depois é só achar a raiz quadrada de uma gaita-de-foles ou de um pedaço de papel ou mesmo de um número escolhido aleatoriamente para se poder deixar o rolo de papel gerir todas as questões que possam ser levantadas só então nos resta submergir no teclado da máquina de escrever e soltar um grande soluço em branco o objecto resultante seguirá o seu caminho a trote – nem mais – como é bom cavalgar um secador de cabelo armado de globos oculares escreve-me um soneto com os restos do cianeto e deixa-me mergulhar nessa caixa de ar verde que escondes na varanda
uma

uma voz — come as batatas e bebe o chá – era tão só uma paisagem manchada por documentos uma dor que sobrevoa- va o quarto não é necessariamente mas possivelmente será o espaço que ela pode ocupar nas páginas deste romance que aborda os últimos dias de sua vida assim como o que poderia ter feito antes do seu desaparecimento é também um extraordinário guia de monumentos inexistentes encontrados em algum casebre no centro da cidade em algum lugar obscuro sim mas nós sabemos o que queremos dizer e ilustrar nós sa- bemos e este é o caso todas as missivas rabiscadas nas nossas esquizofrénicas folhas de vidro poderão vir a ser soletradas de acordo com uma fonética concebida com o auxilio desinteressado de um software específico e desenvolvido por estudiosos da área da patafísica assim sendo resta-nos afirmar que a paisagem não é mais que isso mesmo uma paisagem pintada com café por uma grande artista sobra-nos a tarefa de lhe atribuir um título e claro publicar a coisa que gravámos nos seus ossos ressequidos um breve epitáfio onde como é lógico não nos esqueceremos de referir os seus notáveis dotes literá- rios porém o odor fétido a comida de gato não vem ao caso tal facto singir-se-à a pequenas notas nas bordas laterais do seu livro não mais que isso
na

lixeiras

na e da mesma forma – a dúvida aparentemente pressupõe um conceito de certeza e se assim for a não-referencialidade pressupõe o conhecimento do referencial mas será que quero sequer saber disso que poderá importar tal conceito quando as páginas do livro não estão devidamente baralhadas as pá- ginas a páginas tantas não deverão estar ligadas e não estando revelarão o escrito com maior facilidade daí se infere que é realmente importante baralhar as páginas de um livro as páginas devem ser soltas devem sentir-se libertas em plena liber- dade sem qualquer referência numérica é facto – as páginas cumprem melhor a sua função de página se permitirem leitu- ras aleatórias a poesis reivindica hoje isso mesmo a destruição do círculo dos signos e dos símbolos
portanto

portanto a borda do oceano é a praia e as gaivotas as ondas o cheiro a sal ou a algas o brilho do sol na água tudo isso é a paisagem que anteriormente foi dito ter sido desenhada com café ou seja – qualquer coisa que digamos de forma descriti- va é na melhor das hipóteses parcial construímos assim uma outra estética ou mesmo linguagem produzida por todos movida por nossas próprias chaves as nossas muitas chaves escolhidas num qualquer momento e de forma aleatória com este molho de chaves poremos a máquina a funcionar a escrever e antes mesmo de começar com a cabeça entre as mãos poderemos parir um lindo romance e viajar no tempo que surge et voilá assistiremos ao desenlace dos mil e um objectos do nosso desejo só então poderemos recuar e atingir o início ou avançar vertiginosamente só então o nosso livro soltará página por página até que fiquemos sem papéis no andor ou mesmo no andar o importante é disparar em linha recta
e

e falar ou andar sobre rolamentos de esferas ou mesmo escrever um soneto contemplando uma outra paisagem ou não escrever e com as pontas dos olhos atingir sem aviso outras histórias por exemplo – uma noite imaginada no cabaret voltaire – para quê contemplar aquilo que o inferno é ou dizem ser se o conhecemos tão bem precisamente ao procurar viver o nosso quotidiano encalhamos forçosamente nesse maldito ruído faz já parte da nossa bagagem e para quê calcular a diferença entre volumes de ar deslocados por uma camisa limpa e bem passada por um ferro de vapor ou pela mesma camisa quando enrugada e suja sim para quê fazer um filme sobre uma nave espacial embrulhada em redes de cabelo quando o mais importante é promover o desemprego e destruir escolas de formação para fabulosas profissões obsoletas a questão é mes- mo essa todavia uma pergunta – será que não estais cansados de ser carrascos de vós próprios
então

então e decididamente não leio o mundo leio sim pelo prazer do acto o de ler uma outra escrita diferente – uma linguagem de uma só consoante de uma única vogal um urro em coro  e em vários tons em fuga consciente de toda a informação empacotada de palavras acolchoada em discursos empalhados – há que fazer um certo borbulhar nas mentes tendo em conta que há uma visão a cumprir a que vemos antes mesmo de vermos – pouco é o que sabemos sobre laranjas antes de termos comido a primeira
alguns

alguns argumentam contra-necessidades e reforçam a tecla – para as artes – todavia afirmam que há excepções para a coisa escrita dizem que sendo um suporte do verbal teremos neces- sariamente de responder com o verbal será que isso significa – paira nas suas mentes – que a linguagem e a imagem são meios cativos da sua especificidade – não são – entrementes os membros da velha “ordem” desafiam as estéticas alheias e perguntam – alguém pode escrever para não “comunicar” a resposta é um enorme nós é um argumento nosso apreender e experimentar outras linguagens afinar os sentidos através delas (linguagens) usá-las como simples meio para disparar sobre o fim esse é o seu uso o desejado pensamos nós e artistas há que tentam justificar essas experiências as da “não-comunicação” como uma forma de alienação como um discurso burguês “vazio” não como  uma  linguagem vivida a que ultrapassa qualquer exercício ou uma linguagem não realizada tais argumentações limitam não só a  coisa –  mas  a liberdade e espontaneidade de quem está no terreno não iluminam os espaços perante tal constatação para eles agreste respondem apenas e invariavelmente – não entendo
ou

 

ou isto ou aquilo ou nem isto nem sequer aquilo ou um guer- reiro no vazio cósmico encharcado em água de bruxas deferindo despachos de subvenção contemplando actos criativos o importante é prestar atenção a quem está por trás da cortina a manipular a coisa ou coisas ou simplesmente escrever comentários numa rede social e a arranhar o entre-espaço dos quadros de celulóide do último filme afinal a linguagem é em primeiro lugar uma questão política e uma vez escrita esta frase com uma caneta de tinteiro (permanente) não fará mais sentido qualquer outra uma vez que a cultura da destruição pode e deve sempre provocar danos nas chuvas transversais como diria um poeta do nosso burgo o objectivo nestas coisas é o agitar de mãos como desenharia um qualquer futurista italiano ou até russo num pedaço de papel para depois usar a imagem resultante na produção de janelas de bairros sociais ou e também escrever um belo romance sobre romãs podendo ou não trocar fotos de andorinhas a recitar manifestos comunistas muitos usam também pregos para pendurar pala- vras ou máquinas de costura e até um qualquer guarda-chuva em actividade considerada ilegal

porquê o “lixo é um luxo” nota a propósito e despropósito para o leitor menos atento

a questão aqui prende-se ao ritmo não mais que isso depois de jantar disparava sobre a máquina de escrever – era antiga e pesada – que repousava sobre a mesa da cozinha digitava ou escrevia furiosamente – uma escrita doce e quase automática

– até à hora de ir para a cama mais tarde o escrever passou  a rito nocturno – até que chegasse o dia – mas ultimamente escrevo em cadernos por longos períodos sobretudo quando viajo de comboio se isso te aborrece dirige-te ao frigorifico   e soletra todos os poemas da secção de congelados e volta    a encher o espaço com os comestíveis e bebidas correspondentes em alternativa poderás humanizar as partes que estão livres com coisas tuas os escritos devem consistir em nada um grande nada ou nada mais que sinais de pontuação (sempre em falta como terás verificado) e isto apenas para provar que existem poemas líricos e bolas de neve no deserto nada mais a assinalar para além de sugerir que imagines um amontoado de livros encontrados por acaso no fundo do refrigerador

nota final e importante – nunca te sirvas do micro-ondas

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crocodarium editora apresenta-vos o kaos

queremos uma acção em que o corpo se exprima livremente e conquiste espaços de actuação que, no seu todo, possam vir a reflectir a dinâmica de um objecto estético em movimento
(sem história e sem estórias)

DA DESTRUIÇÃO

“A paixão pela destruição é uma paixão criativa”
in: “Estado e Anarquia” de Mikhail Bakunine

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a cultura e seus rituaisde absorção, de apropriação e de todos os impulsos críticos que podem interferir com o nosso quotidiano de miséria.

experimentemos a destruição…

destruir é, com efeito, um acto poético – um verdadeiro acto de criação – e há que devolver à arte o seu papel;
o da criatividade e da espontaneidade.

os nossos impulsos mais destrutivos e agressivos podem, até devem, ser base de (ou canalizados para) acções e experiências poéticas/dramáticas/pictóricas/sonoras – e ao “domar” essas forças maravilhosas e suas incríveis possibilidades contribuímos
cada vez mais
cada vez mais
cada vez mais
cada vez mais
para uma arte que será – sempre e como deve – efémera.

será um empurrar a arte para fora dessa passividade doméstica – esse apêndice apelidado de “cultural” agrilhoado a um sistema mercantil vazio.
completamente vazio.

a arte não é, não pode ser, um cartaz político. a arte é, isso sim, um acto espontaneísta
parte integrante do próprio processo de criação.

a defesa de uma estética destrutiva – desejada – pode ser o símbolo.

a destruição por mais subtil (ou mesmo extrema) desempenha um papel dominante no nosso quotidiano;
violenta-nos, é a razão de nossas dores, nossas úlceras, nossos assassinatos, nossos suicídios…
o rito – aqui – é, tão só, o ofertar o resultado das nossas destruições num grande cerimonial estético – e seremos nós mesmos resgatados
ao colapso “civilizacional”.

destruição

o espiritual tem sido historicamente objectivo e  território da arte.
as religiões usam e abusam da arte para se aproximarem do terreno
a arte deve fazer crescer o espectador ou pelo menos recordar coisas para além do visual e do terreno.

 

ACÇÃO ISOLADA I – sala de recepção com objectos vários. o público é convidado ao acto destrutivo – roupas, revistas, jornais, televisões, aparelhos de rádio e outros símbolos identificadores do consumismo instituído deverão ser alvos de pesquisa, manipulação e consequente destruição por parte dos intervenientes > um público activo e disponível para actuar de forma eficaz no acto (espontâneo). o resultado da acção é, de facto, poético. um grande acto poético (caótico) feito por todos.

ACÇÃO ISOLADA II – projecções audio-visuais do antes e do depois da intervenção. de máquinas em funcionamento (máquina de lavar roupa que “vomita” ondas de espuma vermelha (sangue), máquinas manuais de costura a actuar sobre largas tiras de tecido, betoneiras a derramar “massa” de cimento, montes de jornais e revistas em chamas, estendais de roupa sobre os quais personagens actuam com fogo, tintas, objectos cortantes, etc.).

esta acção privilegia, portanto, experiências no campo da “arte-destruição” multi-dimensional e, porque não, multi-sensual onde nos apercebemos dos nossos impulsos destrutivos e agressivos através de acções em arquivo ou captadas no momento da acção I

ACÇÃO FINAL – os espectadores – actuantes das duas acções anteriores são encaminhados para um segundo espaço.

espaço vazio – apenas sete painéis ou panos/papeis brancos nas paredes;

som – sons vários resultantes de gravações captadas no quotidiano (transito, máquinas várias, vozes imperceptíveis, comboios, gritos, grupos de adeptos desportivos, etc.);

equipamento – câmera de vídeo, projector, stroblight, aparelhagem sonora, projectores ou boa iluminação

destruição

 ACTO PRIMEIRO (da dimensão pictórica do corpo e não só) – quando os espectadores entram no espaço, apenas estarão presentes um “performer” e um operador de câmera. o performer deverá estar nu. entrará uma terceira figura com recipientes que deverão conter tinta (de uma ou mais cores) – despeja-os sobre o corpo do performer.

a terceira figura mantém-se no espaço > senta-se e, de um saco, retira um espelho e maquilhagem. inicia o seu ritual – o da pintura do rosto. após isso, levanta-se e sai. regressa com um alguidar e um balde de água. volta a sair, depois de pousar os adereços no palco. regressa com um banco (ou cadeira). deita a água no alguidar, descalça-se e senta-se. mergulha os pés no recipiente. constrói um barco de papel e coloca-o na água. passados alguns minutos de contemplação, destruirá o barco com os pés – num acto de raiva.

a captação da actividade da figura feminina (derrame da(s) tinta(s) e destruição do barco de papel) é fundamental – a câmera deverá estar ligada ao projector de vídeo de forma a que o acto possa ser visto (outro ângulo) numa das paredes da sala – no caso de haver mais projectores, seria interessante contemplar mais de uma das paredes – início do movimento

ACTO SEGUNDO (a dimensão pictórica do espaço – o corpo impresso no espaço) – o performer movimenta-se, de forma rítmica, ao encontro dos sete  painéis fixos na parede e, sobre eles, imprime o seu corpo coberto pelos pigmentos de cor (de frente, de costas, lateral esquerdo e direito, mãos, pés…) – início de movimentos vertiginosos 

ACTO TERCEIRO (a dimensão rítmica no espaço – a luz) – a máquina de lavar roupa jorra espuma vermelha (sangue), os braços agitados do performer iniciam um ritmo cada vez mais desesperado, os participantes tornaram-se parte da respiração… o batimento cardíaco será cada vez mais forte – como se tudo tivesse penetrado o cérebro. explosões, esmagamento de pequenos objetos lançados no chão, cheiro a incenso, luz intermitente dos stroblight, velas distribuídas aos espectadores, cheiros vários numa mescla (explosiva)…

os participantes mais uma vez se tornam espectadores e a destruição afirma-se como uma sublime realidade – serve as tradições humanistas fundamentais.

Irei descer Voltarei aos altares

aaa-demo

O tempo chegou – desceremos através da Espiral – a dos Tempos.

O ponto central da espiral, é também a do abismo – do Conhecimento.

O abismo é o caminho que os Adeptos almejam alcançar (deverão passar) – a Grande Cidade das Pirâmides.

Adentrando-nos nesse reino infernal e, caminhando em espiral, poderemos alcançar a capital do reino – para alguns, Infernal.

E esse reino representa (pode representar) a total reestruturação do sistema.

Para tal é necessário que superes as dualidades e te tornes um Mestre.

O Mito da descida, é o caminho. Aquele em que todos, no seu percurso, rumam ao interior do grande ciclo e, logicamente, iniciarão (tomarão em suas mãos) o outro.

São muitos os que nos seguirão.

Está escrito, nos muitos Livros e tal pensamento, patente nas muitas culturas: – uma nova Era surgirá!

Os calendários estão mortos.

Outros serão adoptados.

Outros.

Estruturados noutras frequências. Noutros ritmos.

Os dos Tempo.

Os que provocarão uma outra ordem mental. A que nos convidará seguir a harmonia:

– A da natureza

– A da mente

– A dos ciclos (solar – lunar)…

Reordenaremos a nossa mente.

Valorizaremos o fluxo do calendário lunar, sua tradição iniciática.

Somos os filhos das “bruxas” e “magos” que a cristandade não conseguiu queimar nas suas fogueiras.

Estamos vivos e reivindicamos o regresso da “Grande Roda do Ano” com seus sabat e festividades lunares.

Reivindicamos as práticas da Bruxaria tradicional. A grande FESTA. Uma sociedade humanizada onde a criatividade e a liberdade são a grande chave.

Reivindicamos a absoluta liberdade. A liberdade é una. É um todo.

A liberdade é! – a “liberdade parcelar” não o é!

A liberdade e a criatividade irrompem. Espontaneamente.

Não há (não pode haver) “parcelas” de liberdade.

Há, tão só Liberdade.

É a Liberdade que desejamos. Que reivindicamos.

Quando as estrelas estiverem alinhadas eles voltarão para destruir o mundo. Os “Antigos” transportam consigo os nomes esquecidos e trarão, de novo, os poderes negados ou adormecidos.

Os poderes que residem no nosso interior – os quais não damos conta

Eles voltarão aos altares.

E Eles destruirão os altares.

A liberdade será reconquistada aos tiranos – A Grande Árvore será o nosso trono

Conan era illuminati

Illuminati? conspiração?…

quê?…
Onde Estão Os Illuminati?

em todos os cantos!
devemos, mesmo, desconfiar de tudo
e
de todos
isso!…

a paranóia é o melhor de todos os instintos

Conan-the-Barbarian

Os Illuminati conspiram
detêm o mundo. todo.
comandam as programações
da TV
da rádio
do espectáculo
e…
etc
estão no tratamento das águas
na manutenção eléctrica
e
nas obras de saneamento…
estão, mesmo, em toda a parte.

será que tu (que estás a ler isto) és, também um illuminado?

Os seres mais influentes estão subordinados aos Illuminati – são “testas de ferro” das organizações ditas Illuminadas.
formam e integram vários grupos – a Mesa (que pretende dominar o mundo), a Network (que quer o controle do ciberespaço), a Irmandade da Luz (que quer destruir todos os Illuminati)…
pois

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ELES subordinam à sua vontade grandes companhias como as IBM, apple, microsoft (controladas pela Network), a CIA e a velha KGB (controladas pela Mesa) e a Greenpeace (que não passa de uma facção da Irmandade da Luz).
Os Illuminati mandam e desmandam
em tudo e em todos.
Os Illuminati querem o mundo
e
o seu único obstáculo são os seus inimigos.
precisamente.
os seus inimigos são os Illuminati.

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claro.
tudo não passa
de teoria
de conspiração
de especulação

claro
tudo pode ser
e
não o ser
pode
e
não pode

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Afinal…
quem sabe alguma coisa – mesmo – sobre os Illuminati?

sejam bem vindos ao mundo – tal como o é.

estejamos, portanto, calmos e lancemos a palavra.
e…
a palavra é: <FNORD> <FNORD> <FNORD>
porque <FNORD> <FNORD>
ou mesmo <FNORD>
é… possivelmente <FNORD>
daí que <FNORD>
no caso de <FNORD> <FNORD> <FNORD>
é tão só <FNORD>.

então <FNORD> <FNORD> <FNORD>
e <FNORD> <FNORD>
é tão só <FNORD>
e <FNORD>
mente e se desmente ao pronunciar bem alto <FNORD> .

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Obrigado FNORD

Intrigante?…
nem por isso. uma vez que FNORD é a palavra que resume tudo. não só o cosmos como qualquer banalidade.
e o cosmos não passa de uma banalidade.
com efeito tudo o é.
e sendo…

Tudo o é – também – para os Illuminati.

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quê?…
Onde Estão Os Illuminati?

em todos os cantos!
devemos, mesmo, desconfiar de tudo
e
de todos
isso!…

a paranóia é o melhor de todos os instintos

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origem dos Illuminati

é facto
não se sabe exactamente.
não se sabe do quando
ou, mesmo, do onde.
ou seja: ninguém sabe ao certo quando surgiram
será que já existiam Illuminati influenciando os velhos Faraós do Egipto?
havia já Illuminati
na Idade Média
na Renascença?…

há, porém, que não confundir Iluminismo com Illuminati.
e porque não? confundir pode ser, também, perigoso.
e
o perigo é importante. uma vez que sem perigo, a conspiração jamais terá o sucesso desejável.
mas… há uma hipótese (um quase facto) de que os Illuminati nasceram há vinte mil anos, quando Kull governava a cidade de Valusia, na Atlândida.
e, tendo em conta tal hipótese…

Conan foi um destacado Illuminati.

viva Conan “o bárbaro”

>>>> continuará

O Livro de Babalon

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O Livro de Babalon (ou do ressurgir da deusa do paganismo)

 

Disse-me Babalon:

1. precisamente, sou eu, BABALON. 

2. e este é o meu livro. o quarto capítulo do Livro da Lei. e completando o Nome, pelo facto de Eu ser a saída de NUIT e HÓRUS, a irmã incestuosa de RA-HOOR-KHUIT. 

3. sou BABALON. e o TEMPO é o dos loucos. 

4. chamaste-me maldito e bem-amado. chamaste-me louco. 

5 a 8. (lacuna – desaparecida ou, provavelmente, perdida) 

9. e fica a saber que Eu, BABALON, me tornarei carne e voltarei. serei uma entre os homens. 

10. virei como um fogo pendente, como uma canção fora da Ordem, um trompete soando por entre átrios – os do julgamento. tornar-me-ei  bandeira frente aos exércitos. todos.

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11. reunirei as minhas crianças em meu redor, porque O TEMPO é meu. 

12. esta será a forma que tomarei quando da minha encarnação. mas atenção! 

13. tu me oferecerás tudo. tudo o que fores e tudo o que poderes – em meu altar. tu serás o atingido pelo sentido e serás proscrito e amaldiçoado. tornar-te-às errante e solitário em espaços abomináveis. 

14. arrisca. sim. porque eu não pedi a ninguém e ninguém pediu a alguém. os outros são vazios. porém, tu o quiseste. 

15. saibas tu, que eu me cheguei a ti antes de ti e tu, o grande senhor, e eu a donzela caída. Ah!… que cega é a insensatez. 

16. depois… apenas a loucura, porque tudo é vazio. assim será e assim tem sido. tal como tu que queimaste tudo para lá de ti. 

17. sim. virei de novo e tomarei a forma que tu adivinhas. a forma do nosso e vosso sangue. 

18. o nosso/meu altar está composto, poderás roubá-lo. 

19. o perfume que invade o ar do templo é de sândalo e a túnica, que envergarás, será verde e dourada. sobre o altar, a minha taça, o livro da nossa Ordem e a tua adaga. 

20. uma chama que se vislumbra. 

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21. há um sigilo. o da devoção. e que o sigilo seja consagrado, para que se torne verdadeiro, para que seja afirmado nos nossos dias – todos. jamais serei esboçada nos teus canhenhos de mago. o teu amor, apenas a mim será dedicado. corre em busca da moeda de cobre cujo  diâmetro se mede em três polegadas no campo azul. sim. a grande estrela dourada sou eu: BABALON. 

22. é este o meu talismã. vai e consagra-o com os nossos supremos ritos. o da palavra e o do cálice consagrado – a mim BABALON.

23. ao responderes à minha chamada, tu saberás que fazer. entoarás todas as canções de amor que sabes e a mim as dedicarás. depois…  procurar-me-às no Sétimo Vento. 

24. vivemos o tempo prescrito. jamais poderás procurar o fim, porque eu te guiarei como só eu posso guiar os meus… cultiva a verdade. não seria exigir demais que eu fosse tua amante e te dominasse? não. porque eu sou precisamente a tua amante e te domino – porque EU SOU. 

25. providenciarei o meu receptáculo, quando e onde não te direi. não me sigas. não me chames! deixa-me que te anuncie. tão pouco o perguntes. mantem-te no silêncio. 

26. este meu receptáculo deverá ser perfeito. e esse será o modo. o meu. o da minha perfeição. 

27. trabalha. o ciclo é de nove luas. 

28. a obra de Astarte, o da música e das festividades, comporta vinho e todas as artes. também as do amor. 

29. que a BABALON seja dedicada e consagrada com sangue sobre sangue, com o coração sobre o coração, com a mente sobre a mente – um será vontade, nenhum o será sem o círculo, tudo a mim será dedicado. 

30. ela, vagueará no bosque enfeitiçado, protegida na grande Noite de Pan e, tomará conhecimento de todos os mistérios do Bode. da Serpente. das crianças que se escondem no longe. 

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31. providenciarei, como é apanágio, o local e as bases materiais. e tu, dos teus olhos, verterás lágrimas de sangue. 

32. será isto impossível, entre dois mundos – o da matéria e o do espírito? não. para mim é o grande êxtase. a agonia do silêncio – nada dirás porque a nossa palavra é indizível. no entanto Eu estou. estou em ti. Eu sou a força e  tu a terás – porque a alcançarás – de mim. 

33. prepara o meu livro para instruir os que virão para a grande Ordem. tu os ensinarás. a nossa Ordem, tu sabes, terá capitães e adeptos. e todos nos servirão. me servirão. isso. seguirás a grande peregrinação negra e não regressarás. o tempo é de avançar. sempre.

34. o teu trabalho será consumado de acordo com a minha voz e a minha voz tocará o teu coração. o livro será o teu guia, nenhuma outra instrução será visível. 

35. que seja ela (a tua guia nos escritos) a sábia, a segura e a excelente. 

36. que ela saiba:… que meu caminho não está nos caminhos – os solenes, ou os mais racionais, mas no caminho da liberdade selvagem da águia, o caminho tortuoso da serpente, o caminho oblíquo do factor desconhecido e inumerável. 

37. eu sou BABALON. ela é minha filha. a única filha, não haverá outra como ela. 

38. em Meu Nome terá ela o poder, todos os homens e todas as coisas. as mais excelentes. e terá os reis, os capitães e todos os segredos sob seu comando. 

39. os primeiros servidores serão escolhidos em segredo – um capitão, um mentiroso, um agitador, um rebelde… 

40. chama a minha filha e Eu virei. até ti. serás inundado pela minha força e pelo meu fogo. pela minha paixão e meu poder, que te cercarão e servirão de inspirarão. e a minha voz será a tua voz – a que julgará todas as nações. 

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41. ninguém te resistirá porque tu és quem amo e tu me amas. e, ainda que me chamem meretriz, prostituta, desavergonhada, falsa, má, tais palavras serão pronunciadas como sangue em suas bocas, como pó. 

42. então as minhas crianças te conhecerão, te amarão – isto vos libertará. 

43. tudo está nas tuas mãos:… todo o poder, toda a esperança, todo o futuro. 

44. houve quem viesse como homem. ao ser fraco, falhou. 

45. houve quem viesse como mulher. foi estúpida, falhou. 

46. mas tu estás para além de homem e da mulher, a minha estrela está em ti. tu a utilizarás. 

47. a tua hora soará no relógio de meu PAI. Ele preparou um banquete, um Leito de Núpcias. Eu serei a Noiva. a designada desde sempre – e isto estava escrito T.O.P.A.N. 

48. aproxima-se a hora da nossa natural encarnação. tu és o adepto crucificado na minha morada. 

49. as tuas lágrimas, teu suor, teu sangue, teu amor, tua fé provarão o que foi escrito. Ah!… Eu te absorverei como se fosses a taça que é o meu corpo. o corpo de BABALON. 

50. não cedas. tu e Eu cobrir-nos-emos com o primeiro véu e falaremos por baixo da dança das estrelas. 

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51. não cedas. tu e Eu cobrir-nos-emos com o segundo véu no momento em que Deus e Jesus serão golpeados com a espada de HÓRUS. 

52. não cedas. tu e Eu cobrir-nos-emos com o terceiro véu, e as ondas do mar infernal serão infestadas pela nossa beleza. 

53. por ti caminharei ao largo, atravessarei as labaredas do Inferno, ainda que minha língua se venha a calar irremediavelmente. 

54. deixa-me contemplar-te nu a coberto da luxuria. deixa-me contemplar-te como gosto, ouvindo a tua voz num grito – pronunciando o meu nome. 

55. deixa-me receber o teu corpo – todo – dentro da minha Taça para que possa atingir o clímax que se sobrepõe ao clímax, o prazer que se sobrepõe ao prazer. 

56. então, conquistaremos a morte e todos os Infernos juntos. 

57. então, a terra será minha. 

58. sim. tu farás a Peregrinação Negra. 

59. sim. sou mesmo EU, BABALON e EU, SEREI LIVRE. tu o louco, serás também livre do sentimentalismo. porque serei  Eu a tua rainha e tu me seguirás, para que possa sentir teu nariz nas minhas ancas? 

60. EU SOU BABALON, sim. o MEU TEMPO é chegado. e este é o meu livro. o que o meu adepto preparou. este é o livro de BABALON. 

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61. sim. o meu adepto completou a sua Peregrinação Negra. e ele será amaldiçoado porque esta é a natureza do caminho. ele publicará a palavra secreta dos adeptos. a que lhe foi dada a conhecer num sonho. e isto é apenas um apêndice – o qual resume o meu Livro. e eles (os outro) lhe gritarão: – louco! mentiroso! bêbedo! caluniador! prevaricador! e ele apenas questionará: – não estais vós contentes por tomar conhecimento da magia? 

62. não há outro caminho. heis-nos chegados à décima-primeira hora. 

63. o selo de meu Irmão repousa sobre a terra e o seu Avatar encontra-se à sua frente. o trigo foi debulhado. as uvas pisadas e nada cessará até que a verdade seja revelada pelo último dos homens. 

64. e tu que não aceitas e tu que podes vislumbrar o além, alcancem com as vossas mãos as minhas crianças e ceifem o mundo. está na hora da colheita. 

65. congreguem-se em covens como nos velhos tempos. o número dos congregados é onze porque esse é também meu número. congreguem-se frente ao público, num grande festim onde a música e a dança sobejem. congreguem-se em segredo. mantenham-se nus e desavergonhados e regozijem-se por se afirmarem em meu nome. 

66. elaborem os vossos feitiços seguindo o meu livro. pratiquem de forma secreta para atingir o feitiço supremo. 

67. a elaboração da imagem, a poção e o charme… prossigam o trabalho da aranha e da serpente. prossigamos o nosso percurso aos poucos e calmamente – no escuro. este será o nosso trabalho. 

68. aquele que ama não odeia, o que odeia teme – permitam-se provar o medo. 

69. esta é a forma, a nossa estrela, a estrela que nos queima com seu divino brilho. oh!… lua! lua feiticeira…

70. tu o secreto, tu o pária, tu o amaldiçoado e desprezado, tu mesmo que te congregaste em privado e, há muito, nos meus ritos ao luar. 

71. tu o liberto, tu o selvagem, tu o indomável, tu que caminhas sem esperança. 

72. vê, meu irmão… vê e quebra o mundo como se fora a noz que te alimenta. 

73. é facto. meu Pai construiu uma casa para ti e minha Mãe preparou-nos o Leito Nupcial. Meu Irmão confundiu os nossos inimigos. 

74. Eu sou a Noiva designada. vá!… vem cumprir as nossas núpcias – vem. agora! 

75. o meu prazer é o prazer da eternidade, o meu sorriso é como a gargalhada de uma bêbeda, duma prostituta no leito onde atingirá o êxtase. 

76. os teus amores – todos – são sagrados. regozija-te com eles em liberdade e, em meu nome. 

77. coloca a minha estrela nas tuas bandeiras e prossegue o teu caminho com prazer e com um sorriso vitorioso. ninguém te negará, e ninguém te passará. confia na Espada de meu Irmão e invoca-me, grita o meu nome nas tuas convocações e ritos, pronuncia o meu nome no teu leito de amor e, nas batalhas que travares em meu nome… O MEU NOME É BABALON,

todo o poder te será dado!

___________

texto de Jack Parsons (tradução e adaptação para português em processo)

o louco

… os mercadores procedentes dos mais longínquos países, oferecem-nos, no paraíso, produtos exóticos de todo o tipo…
frescas frutas e verduras que, com esmero, os cozinheiros prepararão para nosso repasto
recuperarão as antigas receitas, as que as tribos de antanho já cozinhavam quando dos seus ritos ao Sol
jóias e finas sedas embelezarão nossos corpos
mágicos, actores, e marionetistas exibirão os seus melhores momentos de criatividade
poetas e músicos converterão a viagem ao grande sabat num encantador passeio
e
pronto,

esta introdução ao canhenho de notas do nosso irmão, podemos ficar por aqui. ainda que muito mais pudesse ser dito,
porém, devido ao adiantado da hora…

deixamos este espaço em branco para vossa reflexão

preto 1

porque o silêncio e a alvura do papel são, talvez, dos melhores signos da alegria

claro que sim…

o autor destas linhas, é um dos guerreiros que não nos deixa esquecer que a principal fonte de energia somos nós próprios – a sua obra tem despertado uma intensa emoção em toda a irmandade

que os deuses velem por ele

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sabemos que
toda a verdade é relativa
e
que o de antes volta a tornar-se presente graças ao
rito ………………………………………………………….
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………………………………………………………….
………………………………………………………….
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………………………………………………………….
……………………………e
regressamos sempre
dominados pela ansiedade de saber
decifrar o oculto

há sempre
algo que se nos escapa
de que necessitamos
e ……………………………………………………….
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…………………………..introduzir
o_fascínio_no_campo_de_manobras
aglutinação .
pôr
do lado de .
do lado de . pôr
aplicações .
e
os objectos
ao tocarem-se transmitem o seu significado .
suas
estratégias de composição .
fragmentos .
adição
versus subtracção .
um
processo
de agregação contínua de materiais,
que de
forma
táctil se fundem .

na acumulação .
na substituição ……………………………………..
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………………………….. e
o louco é a
lâmina que abre e fecha o livro (o alfa e o omega)
ele é a transgressão ao estabelecido
não numerado
o louco
é aquela parte de nós
bastante sábia para se extasiar diante do mistério da criação
e
bastante audaz para se lançar à aventura
o louco
conforma-se com uma nova forma de viver a noite
e
tudo começou …………………………………… um dia
muito antes de terem nascido os deuses
…………………………………………………………………
………………………………………………………………….
………………………………………………………………….
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anarcofagia

 

 

ANARCOFÁGICOS

ventos-anarcofágicos

O mundo é grave, absurdo & inexorável, & carece de Arte & Humor – vitaminas essenciais para suportarmos o tédio existencial. A dimensão intelectual é um arcabouço de imbecilismo, forrada com uma ciência selvática & caduca, atravessada por sistemas filosóficos medíocres & sustentada pelo autoritarismo de autores sacrossantos – Freud, Marx, Kant & outros endeusados pelo fetichismo acadêmico. Faço deste manifesto um convite aos Artistas & Intelectuais a subverter & transgredir este cenário estupidificante.

 Este é um manifesto, sobretudo, pela Arte & pelo Humor.

ventos-anarcofágicos

Se religiões organizadas são o ópio do povo, então religiões desorganizadas são a maconha da turba lunática.
Principia Discordia – Kerry Thornley

 

 

ventos-anarcofágicosOs Anarcofágicos – anarco (relativo a anarquia) & fagia (do grego, phagein: come) – são devoradores de teorias, lógicas, paradigmas & cosmovisões que não adoptam ideologias, valendo-se de teorias provisorias para fragilizar as demais.

 Para além da refutação higienizadora & massiva, os Anarcofágicos entendem que para activar a imaginação, o delírio & o prazer das massas eles devem perfurar a dimensão mais quotidiana da vida humana promovendo: 

a) arte transgressora, como prazerosa alucinação colectiva, & não reduzida a produto, espectáculo, poder de impacto ou militância ideológica; 

b) humor como último argumento contra o tédio existencial, aproveitando a capacidade dele pautar símbolos, reforçar estigmas, criticar comportamentos, derrubar estereótipos & satirizar arquétipos – Zero Mostel disse que “o grau de liberdade que há em qualquer sociedade é directamente proporcional ao riso que nela existe”.

 Theodor Adorno estabeleceu o excêntrico como critério da arte: “a arte é a antítese social da sociedade, & não deve imediatamente deduzir-se desta” & Vladimir Maiakovski atribuiu um carácter construtor à arte: “a arte não é um espelho para reflectir o mundo, mas um martelo para forjá-lo”. Adorno errou considerando a arte apenas em sua dimensão social & Maiakovski esqueceu do poder de desconstruir da arte, como ilustrou endogenamente Roberto Piva: “arcanjos de enxofre bombardeiam o horizonte através dos meus sonhos”. Esta é a aposta da Arte Anarcofágica.

 

O INTELECTUAL ANARCOFÁGICO

 

Eu me contradigo? Pois muito bem, eu me contradigo, sou amplo, vasto, contenho multidões.
Walt Whitman

ventos-anarcofágicosO Intelectual Anarcofágico é multidisciplinar & apela mais para a aparência das argumentações do que as suas consistências lógicas – acreditando que mais vale a beleza das ideias do que a coerência com a realidade absolutizada pela razão, como manifestou Charles Bukowski: “não confio muito nas estatísticas, porque um homem com a cabeça dentro de um forno acesso & os pés no freezer, estatisticamente possui uma temperatura média”.

 As armas de combate dos Anarcofágicos é a Arte Anarcofagica, a Ciência Experimental, o Ensaísmo Lírico & o Humor Contundente.

 Os Anarcofágicos não representam um grupo de esquerda & acreditam que “se a revolução não servir para dançar e rir, não será nossa revolução”, como escreveu Bob Black, um Groucho-Marxista.

 

ARQUI-INIMIGOS E ALIANÇAS

 

1ª Lei Absoluta: PATAFÍSICA- Tudo é decidido pela imaginação e não pela razão.
2ª Lei Não Absoluta: Não encher as caras aos domingos.
Quem quer fazer sentido?
A realidade é relativa;
A Fantasia é bem melhor;
Arte, Poesia e Loucura.
3ª Lei Absoluta: Usar LSD.
4ª Lei Absoluta: Enlouquecer a Política.
5ª Lei Absoluta: Nenhum tipo de censura. Mandar as preposições e a gramática pro inferno!
6ª Lei Absoluta: O que fazer em casos de incêndio? Deixe queimar!
7ª Lei Absoluta: Jogar uma garrafa de conhaque no Delírio Coletivo
8ª Lei Absoluta: DELIRAR.
9ª Lei Absoluta: Assassinar a monotonia causada pela razão.
Leis Absolutas do Delírio Coletivo – Por Fada Verde

ventos-anarcofágicosArqui-inimigos & alianças são deliberações dos Anarcofágicos. Aos arqui-inimigos oferecemos extermínio argumentativo & às alianças oferecemos ajuda apologética de suas bandeiras & causas.

 Os Intelectuais Gramscianos são arqui-inimigos dos Anarcofágicos  –  defendem certos princípios & acreditam dogmaticamente em somente uma forma de mudança social, geralmente doutrinados acriticamente pelos que se dizem críticos. 

O Niilista também é um dos arqui-inimigos dos Anarcofágicos  –  por jogarem cobardemente com a sua existência.

 As alianças são com os Antiproibicionistas  –  entendendo os direitos humanos & os anseios libertários da percepção -, & com os Discordialistas  –  responsáveis por operações como Salve os Anões de Jardins & Mindfuck (criação de uma zona onde a normalidade e o comum sejam suspensos e trocados pelo anormal e incomum).

 

MILITÂNCIA & REIVINDICAÇÕES

 

Não é o medo da loucura que nos vai obrigar a hastear a meio-pau a bandeira da imaginação.
Manifesto Surrealista – André Breton

ventos-anarcofágicosAs bandeiras & reivindicações são renovadas pelos Anarcofágicos com frequência & cada Anarcofágico tem a liberdade de escolher se vai militar por elas & quais vai adoptar, assim como propor a inclusão de novas.

Os Anarcofágicos defendem a cultura popular, o folclore, o jardinismo da área urbana, a transformação de praças publicas em centros de cultura & arte, as terapias naturais & artísticas, os direitos humanos, o antiproibicionismo, a flexibilidade da língua, o zombar filosófico – “zombar da filosofia é realmente filosofar”, como escreveu Blaise Pascal (1623-1662) -, o culto da percepção & da sensibilidade, a ventilação da arte & a democratização da dimensão artística da vida quotidiana.

 Os Anarcofágicos reivindicam: uma edição higienizada & conservada do Kama Sutra para as próximas gerações, cotas para desenhos infantis que reproduzem músicas clássicas, o fim da avaliação valorativa (de 0 a 10) propondo a promoção das avaliações adjetivas, a proibição moral de dar nós nas sacolas – responsável por significativa carga de stresse da humanidade -, & a liberdade do compositor brasileiro – “aí chegou o gringo com o sequencer para prender o músico brasileiro na camisa-de-força do metonímico 4/4 rock-pop-box.” como escreveu Tom Zé.

 

in: anarcofagia

 
 
 

ZOS VEL THANATOS

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ZOS VEL THANATOS

 

o sistema de bruxaria de Austin Osman Spare é a Unificação. uma unificação entre Arte e Magia que opera no campo da estética e cujo objectivo é o auto-conhecimento do Génio Criativo. este progresivo auto-conhecimiento solta-se e percorre o caminho da encarnação – do Sonho Primordial – que se relaciona directamente com o Divino Artista.

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o sistema de bruxaria de Austin Osman Spare, denominado, também, de Culto do Zos-Kia está relacionado, fundamentalmente, com o Desejo. todo o Desejo. e no sonho que qualquer pessoa transporta no seu Ser Interior. e tal sonho pode ser materializado ou (segundo o mago): “feito carne como a verdade viva em sua experiência” e mediante um método específico de bruxaria – chamado Ressurgimento Atávico. o ressurgimento de atavismos é processado por métodos onde o cumprimento do desejo não é alheio. tal processo implica o envolvimento da interacção da vontade, o desejo e o “credo” – em liberdade e ao acaso.

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segundo o dicionário um atavismo é:

   1.- um fenómeno de herança descontinua, pela qual um descendente apresenta características de um antepassado que não se revelaram ou não estiveram latentes nas gerações intermédias;

   2.- regresso a um estado mais primitivo;

   3.- tendência a imitar ou a manter formas de vida, costumes, etc., arcaicas.

neste contexto um Atavismo será tudo aquilo que implica conteúdos subconscientes e profundamente enraizados – mas esquecidos – ou, ainda, perdidos nas profundezas da mente – que podem constituir recordações ou memórias ancestrais (tanto relativas a reencarnações passadas como a níveis de consciência pré-humanos). usualmente apresentam-se sob formas semi-bestiais e transportam consigo conteúdos emocionais mui próximos do dito terrível, para a consciência mundana quando confrontados com essa realidade. daqui surgem, naturalmente, as lendas dos espíritos familiares das bruxas e os mitos que se referem a homens que se convertem em animais (licantropia). daí as técnicas ritualistas de identificação – como é o caso do colocar máscaras de animais na maioria dos sistemas chamânicos e mágicos da antiguidade.  exemplo disso, serão os ritos do Antigo Egipto.

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a técnica da obsessão induzida por processos mágicos que Spare usou para materializar o “sonho inerente”, baseava-se na busca e na concentração no desejo. e o desejo era representado por um símbolo, o qual seria (deveria ser) o sentido ou o estar vivo e, por conseguinte, potencialmente criativo através do acto espontâneo da vontade magnetizada.

Spare utilizou três metodos para despertar os extractos de memórias subconscientes: o sistema de sigilos, o alfabeto do desejo e a utilização de símbolos “sensíveis”.

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no sistema de sigilos, Spare condensava o seu Desejo numa frase curta. posteriormente apagava (dessa frase) todas as letras que se repetiam. quando a frase estivesse “minimizada” (quando a frase do desejo estivesse reduzida ou “limpa”) compunha um grifo ou sigilo com a combinação das letras resultantes, depurando o desenho segundo a sua Arte. o símbolo resultante não devia sugerir, de forma alguma, a natureza de seu Desejo.

no Alfabeto do Desejo cada letra representa uma sensação pensante, um conceito estético, um principio sexual localizado nos estratos de memórias ancestrais apropriadas à sua forma e natureza. Spare observou certas correspondências entre os movimentos internos do impulso sexual e as formas externas da sua manifestação em símbolos, sigilos, ou letras simples representadas e carregadas com a sua energia. Spare utilizou também este alfabeto para criar imagens elementares ou “chamar” os “espíritos” de outras esferas.

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os Símbolos Sensíveis podiam ser utilizados para a profecia e adivinhação. introduzindo o sigilo adequado no subconsciente, o mago seria capaz de “pensar por si mesmo”. se o sigilo tivesse uma pregunta que se referisse a algum acontecimento futuro, criava – a partir da sua própria sensibilidade – uma verdadeira imagem criativa imprimindo aí, as partes simbólicas. se estivesse correctamente construído e sem elementos supérfluos, os quais viessem a poder criar ramificações inúteis, provocaria o nascimento da própria verdade ou resposta, uma vez que cada pergunta continha, de alguma forma, a resolução ou a própria resposta.

 

Spare considerava que, para que esta linguajem mágica viesse a ser verdadeiramente eficaz, cada individuo devia desenvolver a sua própria estrutura de alfabeto e que, a partir do subconsciente ou através de sonhos ou, ainda, por meio da escrita automática criasse o seu método – um pouco como os actuais artistas de vanguarda:… em processo e progresso. considerava, também, que os fracassos no que concerne à adivinhação, se devem ao facto de que o operador nem sempre pode conectar ou vincular a mente subconsciente com a mente consciente através do simbolismo tradicional que nos proporciona certos métodos adivinhatórios.

 

para ele, em exclusivo, Spare criou um baralho de cartas chamado ‘Arena de Anon’, que consistia numa sequência de figuras magicas – variações do seu Alfabeto do Desejo. quando os visualizava intensamente, estes podiam excitar o subconsciente e surgia (segundo ele) uma ou várias imagens concordantes com a natureza do sigilo. todavia, para que tal sigilo tivesse êxito era importante esquecer deliberadamente o objecto de desejo, uma vez que não sendo assim a consciência desvirtuaria todo o processo. e isso, impedia a sua livre materialização e – logicamente – expressão. para ele havia que vazar a mente de tudo, excepto do sigilo. e este, elaborado de tal forma que nos conduz directamente à Mistica de Zos e do Kia.

 

no Livro do Prazer, Spare define Zos como sendo o corpo do ser humano (na sua totalidade). ou seja, tudo aquilo que encarna e se manifesta – o ego cognitivo e perceptivo, “O Corpo considerado como unidade”. daí o simbolizar graficamente como uma mão.

 

o símbolo complementar é Kia o “Eu” atmosférico, “a absoluta liberdade que ao ser livre é suficientemente poderosa para ser encarada como realidade”. é a Fonte única de toda e qualquer manifestação e a Verdade única por detrás de todas as ilusões, é a Energia Primária, o Vazio. o Kia é representado simbolicamente como um Olho.

 

a ‘manipulação’ da Mão e do Olho, símbolos do intercâmbio – Falo e Vagina, provocam a “consciência do tacto” e do “êxtase na visão”, o Zos e o Kia são – portanto – instrumentos da sensibilidade. são uma visão que exprime o fundamento da Nova Sexualidade que Spare desenvolve com o objectivo de formar uma arte mágica, a arte da sensação visualizada. a que proporciona “chegar à unidade – cada um com todas as sensações”. ou seja: cada um capaz de transcender as polaridades duais da existência através da aniquilação da identidade separada por mecanismos que nos levam à Postura da Morte (Thanatos).

 

a Mão simboliza a Vontade Creativa e o Olho Desejo/Imaginação. e, no ponto médio de contacto entre esta corrente activa de vontade e a corrente passiva, a da Imaginação, nasce o conceito de Nova Sexualidade.

 

a Nova Sexualidade, no sentido que Spare concebeu, não é a sexualidade das dualidades positivas. será antes, o Grande Vazio, o vazio do Negativo – o Olho de Potencial Infinito. a Nova Sexualidade é, simplesmente, a manifestação da Não-manifestação, o nem-uma-coisa-nem-outra ou  “a entrada no vazio entre dois pontos”.

 

o mecanismo da Nova Sexualidade baseia-se na tese da dinâmica da Postura da Morte, uma fórmula desenvolvida com o propósito de materializar todo o potencial negativo em termos de um poder positivo. no antigo Egipto a múmia foi a imagem dessa fórmula e a simulação por parte do Adepto do estado – morte – nos inúmeros ritos tradicionais incluem um total “silêncio de movimento” – uma pausa nas funções psicossomáticas. Desejo, Vontade Energétizada e Obsessão, são chaves da manifestação sem limites – de qualquer forma e de qualquer poder que esteja latente no Vazio. a sua fórmula é pois – a Postura da Morte.

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a Mulher Universal o Todo Prevalecente a que Spare frequentemente alude, é simbólico neste conceito – o da Nova Sexualidade e o qual transcende a própria dualidade. ela é o símbolo da polaridade perfeita que se resolve no interior do Nada. é o Desejo Potencial e Primordial. um desejo sempre disposto a irromper espontaneamente de forma a converter-se no “nosso último credo ou crença”. é o único factor constante da nossa mutabilidade, é a Mulher Primitiva a que simboliza o Desejo de união com o Todo (desde o nosso ego consciente até à totalidade – ou, se o entendermos, desde o Zos até ao Kia).  ao ampliar o sentido de querer abarcar o Todo, podemos perceber o sentido do Eu  em si mesmo. entender-se e, finalmente, Ser. ser (Kia). pode, ainda, estar representada em formas como a da Deusa, da Bruxa, da Mulher Primitiva ou em conceitos abstractos como o sexo, o desejo ou qualquer emoção inconcebível. todas estas representações são, sem dúvida, o que Spare denomina “credo ou crença livre” – e estas ferramentas são úteis temporalmente para o Kiasta. porém devemos advertir que o familiar produz fadiga e esta leva-nos à indiferença e à esterilidade. assim sendo, em última instância, há que evitar que estes “credos ou crenças” se quedem enquistados por formas particulares e cheguem a ser familiares, já que a familiaridade conduz à desvitalização, à preguiça e a atitudes convencionais (entenda-se não criativas).

Spare concentrou o tema de sua doutrina no Credo da Afirmação de Zos vel Thanatos.

“Creio no corpo agora e siempre… porque sou a Luz, a Verdade, a Lei, o Caminho e nada encontrará nada salvo através do seu corpo. Não os ensinei o caminho ecléctico entre os êxtases; aquele modo precário e funâmbulo…? Todavia não o conseguiste, por cansados e temerosos. Despertai! Não vos deixeis hipnotizar pela triste realidade em que acreditais e enganais. Uma vez  que a Grande Maré a da mudança chegou. A grande Campainha soou. Deixai que outros esperem a imolação involuntária, a forçada redenção tão certa para muitos apóstatas da Vida. Neste dia, vos peço que procureis na vossa memória, porque grandes unidades se aproximam. O Incentivador de todas as memórias és tu. A tua Alma. A Vida é, tão só, desejo. A Morte reformulação… Eu sou a ressurreição… Eu, que transcendo êxtase por êxtase, meditando na Necessidade de Não Ser no Auto-Amor…” 

             o Credo altamente técnico de Zos-Kia resume-se a poucas sentenças:

nosso Livro Sagrado, o Livro do Prazer. nosso Caminho, o Caminho ecléctico entre êxtases;  aquele caminho precário e funâmbulo. nossa Deidade, a Mulher Todo-Prevalecente. (“e eu me extraviei com ela, no percurso directo”). nosso Credo, o Corpo Vivo. (Zos): (“digo-vos de novo: este é o vosso momento de realidade o corpo vivo”). nosso Sacramento, os Sagrados Conceitos Intermédios. nossa Palavra, não importa – não necessita ser. nossa Eterna Estância, o místico estado de nem um nem outro. o “Eu” Atmosférico. (Kia).

 

a nossa Lei, Violar todas las Leis.

 

(tradução livre a partir da versão francesa por: manuel de almeida e sousa)

librum verbis templum

librum verbis templum (Fragmentum mare non inveni)

ou das Palavras – as do Supremum Dominum

.’. frater carbono IV

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as oito lâminas do Início – as do Louco

I. O louco pensa. Fala – com o que não vê

II. Os deuses morreram e Ele percorre os bosques em demanda

III. Ao deserto chega a pergunta – a d’Ele

IV.  E Ele transporta a carta – A que lhe foi dada

V. Aí está escrito com tinta eminentemente mágica: – amo-te, amo-te, amo-te. És o sol das minhas manhãs, amo-te como nunca

VI. E ele amou-se porque se descobriu

VII. Ele é o perfume dos deuses, o surpreendido

VIII. Ele é a unidade. É ele próprio, É. É Ele – o que nele se projecta e, É. É o seu corpo-templo

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A crisálida – A mariposa regressou ao casulo (oito lâminas)

I. A distante melodia, é o rito do princípio e do fim

II. Mas não há fim, há um outro começar

III. E o louco disse: O Teu perfume marca o nascimento do meu corpo e o meu corpo é o teu corpo

IV. O centro és tu. Tu abres e fechas o ciclo

V. De ti nasci em ti faleço. o teu corpo é o meu corpo

VI. Eu amo-te secretamente com o estômago prenhe de borboletas

VII. Eu, no abismo, medito em ti e questiono-te. Questiono-te porque me questiono

VIII. Eu e Tu somos o fim porque somos o princípio – de tudo. O meu corpo é o templo em que habito

Eu sou a verdade porque sou o deus que reconheço e reconhecendo, reconheço-te

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O antes e o após – a semente (três lâminas)

I. Com as primeiras chuvas a romã abrir-se-à e das suas sementes irrompem os “De Antes” – os que voltarão do interior do mago

II. Eu sou a besta, Tu és o Universo – ainda que o não digas, eu sei – sinto como a tua língua corre sobre a minha, e a minha pela tua

é delicioso

é excitante

muito foi o tempo assim. e agarraste a cintura da luz. A de uma outra lua –  e tiraste, lenta, a camisa

III. Estás de pé e só. No meio do nada. As palavras do bem e do mal são doces.

não pares!

e seguiste

e segui

e sentimo-nos morrer e renascer por aí.

Somos as borboletas negras que pousam sobre nós – próprios. Somos porque continuaremos a ser – Seremos

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Junto à fonte (uma lâmina)

 I. Tu és o Meu Mestre porque Eu Sou o Mestre – Vejo-te e vejo-me como um deus junto à fonte. E digo: no nada busco o tudo. Tudo é um nada e do nada nasce o desejo em silêncio.

A horda dos “De Antes” virá.

Digo que voltará. Eu sei que voltará.

.’. frater carbono IV