o lixo decididamente um luxo

lixo

o lixo é um luxo (ou de uma reflexão para um manifesto quase poétiCU/artístiCU)

alucinante é o ritmo dos anúncios-lâmina as aves exóticas vibram encontros de fazer eriçar cabelos e cada parte do seu corpo se envolve na mente com harmoniosos sons próximos mui próximos da demência e nos limites da pele ele olha para ela para melhor entender como se sente bem quando dança nos olhos dos transeuntes então como bom ladrão de incautos cegos executa no teclado moinhos e odes dedilhadas delicadas e dedicadas aos rouxinóis é nesse momento que transcreve algumas letras separadas convenientemente para que  o espetáculo se assemelhe a um desfile de anjos reflectidos nos olhos claros e no sorriso inocente mas a desonestidade prevalece nos quadris quentes e isso ajuda a mover-se sobre os seus pecados vibrantes e hipnóticos para dizer – eu vi e caí sobre mil resistências que doce é o aroma da sedução – com um sorriso doce provoca-a e convida-a à dança sensual e deixa-se envolver junto à antecâmara dos violoncelos pelas suas mentiras
o

o fluxo laminar deixou-se cair sobre as chaves homero pro- punha-se nesse momento reconstruir sobre as ruínas a cidade bombardeada após aprofundada análise das obras de arte ocidental e de uma série de glyphs gravados na pele das vítimas o desenhador da coisa era um arquitecto da comissão das obras municipais foi ele quem pintou um burro para o andor da procissão que para o efeito usou uma impressora que transpirava poemas em linha e uma série de pausas cujo comprimento e cumprimento seria determinado através da formatação de códigos muito precisos em seguida registou um guincho guinado para o lado de fora que se movia no papel seguiu-se a reprodução do ruído e foram igualmente transcritas belas músicas com o auxilio da sua própria voz compôs também um texto que reconhece as palavras e ob- jectos tridimensionais inscritos no espaço-tempo os quais pre- tendem desatar os textos num tour de force mas nem sempre fazem uso de caracteres do alfabeto grego e tão pouco escapam aos parágrafos desenhados ao longo dos discursos sem fundo e tão pouco tecto o artista salientou ainda que o mundo é na verdade uma complexa alegoria digital onde os escritos poéticos serão sempre alvo de consulta por via de forças magnéticas emitidas por investimentos precisos
as

lixo-4

as consoantes que circulam não são mais que consoantes as vogais é que são outra coisa mais colorida coisa arquivada na memória do tempo coisa devidamente estudada pelo menino arthur sentado sobre os lençóis manchados pelos restos de uma noite de sexo numa qualquer pensão de paris há todavia pensou ele notas de era uma vez que emanam magnetismo e um certo odor a filosofia e também a velhos jornais vendidos em caixas de cartão nas ruas a vida só poderá ser devidamente contemplada do alto dos moinhos de vento mas antes há um conjunto de instruções a cumprir claro que são úteis e não podem jamais ser descoradas para que melhor seja cumprida a sua real limpeza-a-seco e como é evidente só assim os devotos alcançarão com o olhar o sudário sagrado e nos poderão responder a questões que urge descodificar
as

as línguas zumbem na cabeça com secretas palavras qualquer peça que escreva exclui a escrita é assim como um remover de todas as especificidades e convertê-las em ambiguidades é como incendiar os dias por necessidade e é ainda ordenar o que segue e o que segue não é mais que uma verificação e confirmação do absoluto a língua será a resposta evasiva ou um endereçar de intenções é portanto como escrever uma mensagem à baleia mais próxima e sonharem-se áfricas em carne viva e é também muitas vezes o manter do todo sobre um beijo usado num sigilo mágico depois é só achar a raiz quadrada de uma gaita-de-foles ou de um pedaço de papel ou mesmo de um número escolhido aleatoriamente para se poder deixar o rolo de papel gerir todas as questões que possam ser levantadas só então nos resta submergir no teclado da máquina de escrever e soltar um grande soluço em branco o objecto resultante seguirá o seu caminho a trote – nem mais – como é bom cavalgar um secador de cabelo armado de globos oculares escreve-me um soneto com os restos do cianeto e deixa-me mergulhar nessa caixa de ar verde que escondes na varanda
uma

uma voz — come as batatas e bebe o chá – era tão só uma paisagem manchada por documentos uma dor que sobrevoa- va o quarto não é necessariamente mas possivelmente será o espaço que ela pode ocupar nas páginas deste romance que aborda os últimos dias de sua vida assim como o que poderia ter feito antes do seu desaparecimento é também um extraordinário guia de monumentos inexistentes encontrados em algum casebre no centro da cidade em algum lugar obscuro sim mas nós sabemos o que queremos dizer e ilustrar nós sa- bemos e este é o caso todas as missivas rabiscadas nas nossas esquizofrénicas folhas de vidro poderão vir a ser soletradas de acordo com uma fonética concebida com o auxilio desinteressado de um software específico e desenvolvido por estudiosos da área da patafísica assim sendo resta-nos afirmar que a paisagem não é mais que isso mesmo uma paisagem pintada com café por uma grande artista sobra-nos a tarefa de lhe atribuir um título e claro publicar a coisa que gravámos nos seus ossos ressequidos um breve epitáfio onde como é lógico não nos esqueceremos de referir os seus notáveis dotes literá- rios porém o odor fétido a comida de gato não vem ao caso tal facto singir-se-à a pequenas notas nas bordas laterais do seu livro não mais que isso
na

lixeiras

na e da mesma forma – a dúvida aparentemente pressupõe um conceito de certeza e se assim for a não-referencialidade pressupõe o conhecimento do referencial mas será que quero sequer saber disso que poderá importar tal conceito quando as páginas do livro não estão devidamente baralhadas as pá- ginas a páginas tantas não deverão estar ligadas e não estando revelarão o escrito com maior facilidade daí se infere que é realmente importante baralhar as páginas de um livro as páginas devem ser soltas devem sentir-se libertas em plena liber- dade sem qualquer referência numérica é facto – as páginas cumprem melhor a sua função de página se permitirem leitu- ras aleatórias a poesis reivindica hoje isso mesmo a destruição do círculo dos signos e dos símbolos
portanto

portanto a borda do oceano é a praia e as gaivotas as ondas o cheiro a sal ou a algas o brilho do sol na água tudo isso é a paisagem que anteriormente foi dito ter sido desenhada com café ou seja – qualquer coisa que digamos de forma descriti- va é na melhor das hipóteses parcial construímos assim uma outra estética ou mesmo linguagem produzida por todos movida por nossas próprias chaves as nossas muitas chaves escolhidas num qualquer momento e de forma aleatória com este molho de chaves poremos a máquina a funcionar a escrever e antes mesmo de começar com a cabeça entre as mãos poderemos parir um lindo romance e viajar no tempo que surge et voilá assistiremos ao desenlace dos mil e um objectos do nosso desejo só então poderemos recuar e atingir o início ou avançar vertiginosamente só então o nosso livro soltará página por página até que fiquemos sem papéis no andor ou mesmo no andar o importante é disparar em linha recta
e

e falar ou andar sobre rolamentos de esferas ou mesmo escrever um soneto contemplando uma outra paisagem ou não escrever e com as pontas dos olhos atingir sem aviso outras histórias por exemplo – uma noite imaginada no cabaret voltaire – para quê contemplar aquilo que o inferno é ou dizem ser se o conhecemos tão bem precisamente ao procurar viver o nosso quotidiano encalhamos forçosamente nesse maldito ruído faz já parte da nossa bagagem e para quê calcular a diferença entre volumes de ar deslocados por uma camisa limpa e bem passada por um ferro de vapor ou pela mesma camisa quando enrugada e suja sim para quê fazer um filme sobre uma nave espacial embrulhada em redes de cabelo quando o mais importante é promover o desemprego e destruir escolas de formação para fabulosas profissões obsoletas a questão é mes- mo essa todavia uma pergunta – será que não estais cansados de ser carrascos de vós próprios
então

então e decididamente não leio o mundo leio sim pelo prazer do acto o de ler uma outra escrita diferente – uma linguagem de uma só consoante de uma única vogal um urro em coro  e em vários tons em fuga consciente de toda a informação empacotada de palavras acolchoada em discursos empalhados – há que fazer um certo borbulhar nas mentes tendo em conta que há uma visão a cumprir a que vemos antes mesmo de vermos – pouco é o que sabemos sobre laranjas antes de termos comido a primeira
alguns

alguns argumentam contra-necessidades e reforçam a tecla – para as artes – todavia afirmam que há excepções para a coisa escrita dizem que sendo um suporte do verbal teremos neces- sariamente de responder com o verbal será que isso significa – paira nas suas mentes – que a linguagem e a imagem são meios cativos da sua especificidade – não são – entrementes os membros da velha “ordem” desafiam as estéticas alheias e perguntam – alguém pode escrever para não “comunicar” a resposta é um enorme nós é um argumento nosso apreender e experimentar outras linguagens afinar os sentidos através delas (linguagens) usá-las como simples meio para disparar sobre o fim esse é o seu uso o desejado pensamos nós e artistas há que tentam justificar essas experiências as da “não-comunicação” como uma forma de alienação como um discurso burguês “vazio” não como  uma  linguagem vivida a que ultrapassa qualquer exercício ou uma linguagem não realizada tais argumentações limitam não só a  coisa –  mas  a liberdade e espontaneidade de quem está no terreno não iluminam os espaços perante tal constatação para eles agreste respondem apenas e invariavelmente – não entendo
ou

 

ou isto ou aquilo ou nem isto nem sequer aquilo ou um guer- reiro no vazio cósmico encharcado em água de bruxas deferindo despachos de subvenção contemplando actos criativos o importante é prestar atenção a quem está por trás da cortina a manipular a coisa ou coisas ou simplesmente escrever comentários numa rede social e a arranhar o entre-espaço dos quadros de celulóide do último filme afinal a linguagem é em primeiro lugar uma questão política e uma vez escrita esta frase com uma caneta de tinteiro (permanente) não fará mais sentido qualquer outra uma vez que a cultura da destruição pode e deve sempre provocar danos nas chuvas transversais como diria um poeta do nosso burgo o objectivo nestas coisas é o agitar de mãos como desenharia um qualquer futurista italiano ou até russo num pedaço de papel para depois usar a imagem resultante na produção de janelas de bairros sociais ou e também escrever um belo romance sobre romãs podendo ou não trocar fotos de andorinhas a recitar manifestos comunistas muitos usam também pregos para pendurar pala- vras ou máquinas de costura e até um qualquer guarda-chuva em actividade considerada ilegal

porquê o “lixo é um luxo” nota a propósito e despropósito para o leitor menos atento

a questão aqui prende-se ao ritmo não mais que isso depois de jantar disparava sobre a máquina de escrever – era antiga e pesada – que repousava sobre a mesa da cozinha digitava ou escrevia furiosamente – uma escrita doce e quase automática

– até à hora de ir para a cama mais tarde o escrever passou  a rito nocturno – até que chegasse o dia – mas ultimamente escrevo em cadernos por longos períodos sobretudo quando viajo de comboio se isso te aborrece dirige-te ao frigorifico   e soletra todos os poemas da secção de congelados e volta    a encher o espaço com os comestíveis e bebidas correspondentes em alternativa poderás humanizar as partes que estão livres com coisas tuas os escritos devem consistir em nada um grande nada ou nada mais que sinais de pontuação (sempre em falta como terás verificado) e isto apenas para provar que existem poemas líricos e bolas de neve no deserto nada mais a assinalar para além de sugerir que imagines um amontoado de livros encontrados por acaso no fundo do refrigerador

nota final e importante – nunca te sirvas do micro-ondas

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crocodarium editora apresenta-vos o kaos

queremos uma acção em que o corpo se exprima livremente e conquiste espaços de actuação que, no seu todo, possam vir a reflectir a dinâmica de um objecto estético em movimento
(sem história e sem estórias)

DA DESTRUIÇÃO

“A paixão pela destruição é uma paixão criativa”
in: “Estado e Anarquia” de Mikhail Bakunine

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a cultura e seus rituaisde absorção, de apropriação e de todos os impulsos críticos que podem interferir com o nosso quotidiano de miséria.

experimentemos a destruição…

destruir é, com efeito, um acto poético – um verdadeiro acto de criação – e há que devolver à arte o seu papel;
o da criatividade e da espontaneidade.

os nossos impulsos mais destrutivos e agressivos podem, até devem, ser base de (ou canalizados para) acções e experiências poéticas/dramáticas/pictóricas/sonoras – e ao “domar” essas forças maravilhosas e suas incríveis possibilidades contribuímos
cada vez mais
cada vez mais
cada vez mais
cada vez mais
para uma arte que será – sempre e como deve – efémera.

será um empurrar a arte para fora dessa passividade doméstica – esse apêndice apelidado de “cultural” agrilhoado a um sistema mercantil vazio.
completamente vazio.

a arte não é, não pode ser, um cartaz político. a arte é, isso sim, um acto espontaneísta
parte integrante do próprio processo de criação.

a defesa de uma estética destrutiva – desejada – pode ser o símbolo.

a destruição por mais subtil (ou mesmo extrema) desempenha um papel dominante no nosso quotidiano;
violenta-nos, é a razão de nossas dores, nossas úlceras, nossos assassinatos, nossos suicídios…
o rito – aqui – é, tão só, o ofertar o resultado das nossas destruições num grande cerimonial estético – e seremos nós mesmos resgatados
ao colapso “civilizacional”.

destruição

o espiritual tem sido historicamente objectivo e  território da arte.
as religiões usam e abusam da arte para se aproximarem do terreno
a arte deve fazer crescer o espectador ou pelo menos recordar coisas para além do visual e do terreno.

 

ACÇÃO ISOLADA I – sala de recepção com objectos vários. o público é convidado ao acto destrutivo – roupas, revistas, jornais, televisões, aparelhos de rádio e outros símbolos identificadores do consumismo instituído deverão ser alvos de pesquisa, manipulação e consequente destruição por parte dos intervenientes > um público activo e disponível para actuar de forma eficaz no acto (espontâneo). o resultado da acção é, de facto, poético. um grande acto poético (caótico) feito por todos.

ACÇÃO ISOLADA II – projecções audio-visuais do antes e do depois da intervenção. de máquinas em funcionamento (máquina de lavar roupa que “vomita” ondas de espuma vermelha (sangue), máquinas manuais de costura a actuar sobre largas tiras de tecido, betoneiras a derramar “massa” de cimento, montes de jornais e revistas em chamas, estendais de roupa sobre os quais personagens actuam com fogo, tintas, objectos cortantes, etc.).

esta acção privilegia, portanto, experiências no campo da “arte-destruição” multi-dimensional e, porque não, multi-sensual onde nos apercebemos dos nossos impulsos destrutivos e agressivos através de acções em arquivo ou captadas no momento da acção I

ACÇÃO FINAL – os espectadores – actuantes das duas acções anteriores são encaminhados para um segundo espaço.

espaço vazio – apenas sete painéis ou panos/papeis brancos nas paredes;

som – sons vários resultantes de gravações captadas no quotidiano (transito, máquinas várias, vozes imperceptíveis, comboios, gritos, grupos de adeptos desportivos, etc.);

equipamento – câmera de vídeo, projector, stroblight, aparelhagem sonora, projectores ou boa iluminação

destruição

 ACTO PRIMEIRO (da dimensão pictórica do corpo e não só) – quando os espectadores entram no espaço, apenas estarão presentes um “performer” e um operador de câmera. o performer deverá estar nu. entrará uma terceira figura com recipientes que deverão conter tinta (de uma ou mais cores) – despeja-os sobre o corpo do performer.

a terceira figura mantém-se no espaço > senta-se e, de um saco, retira um espelho e maquilhagem. inicia o seu ritual – o da pintura do rosto. após isso, levanta-se e sai. regressa com um alguidar e um balde de água. volta a sair, depois de pousar os adereços no palco. regressa com um banco (ou cadeira). deita a água no alguidar, descalça-se e senta-se. mergulha os pés no recipiente. constrói um barco de papel e coloca-o na água. passados alguns minutos de contemplação, destruirá o barco com os pés – num acto de raiva.

a captação da actividade da figura feminina (derrame da(s) tinta(s) e destruição do barco de papel) é fundamental – a câmera deverá estar ligada ao projector de vídeo de forma a que o acto possa ser visto (outro ângulo) numa das paredes da sala – no caso de haver mais projectores, seria interessante contemplar mais de uma das paredes – início do movimento

ACTO SEGUNDO (a dimensão pictórica do espaço – o corpo impresso no espaço) – o performer movimenta-se, de forma rítmica, ao encontro dos sete  painéis fixos na parede e, sobre eles, imprime o seu corpo coberto pelos pigmentos de cor (de frente, de costas, lateral esquerdo e direito, mãos, pés…) – início de movimentos vertiginosos 

ACTO TERCEIRO (a dimensão rítmica no espaço – a luz) – a máquina de lavar roupa jorra espuma vermelha (sangue), os braços agitados do performer iniciam um ritmo cada vez mais desesperado, os participantes tornaram-se parte da respiração… o batimento cardíaco será cada vez mais forte – como se tudo tivesse penetrado o cérebro. explosões, esmagamento de pequenos objetos lançados no chão, cheiro a incenso, luz intermitente dos stroblight, velas distribuídas aos espectadores, cheiros vários numa mescla (explosiva)…

os participantes mais uma vez se tornam espectadores e a destruição afirma-se como uma sublime realidade – serve as tradições humanistas fundamentais.

Eris a deusa primordial do Caos

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No início era Éris – a nossa deusa, e Éris era pura e moldada no absoluto caos – como nos foi revelado pelo divino Tai Chi.

Éris é, tão só, o substrato a partir do qual o universo surge.

E Éris concebeu cinco filhos:

– Gaia (a Terra)

– Urano (o grande céu)

– Pluto (o submundo)

e

– os dois primeiros corvos

Gaia e Urano casaram e, conceberam os doze Titãs, o mais jovem dos quais era Cronos, o Tempo e, também, o Senhor da Agricultura.

Cronos está na origem de todos os nossos problemas.

Foi Cronus, sempre insatisfeito, que desmentiu sua mãe, castrou o pai e… proclamou-se rei da e para a eternidade.

E foi por isso, que Éris o amaldiçoou.

Tal maldição, lançada sobre ele, provocou um acto de traição… isso. Cronos – também ele seria traído e usurpado por um de seus filhos.

Mas antes… muito antes, Cronos, pressente que será traído por um dos filhos. Na ânsia de evitar tal previsão, devorou os 5 filhos.

Mas Rhea, sua esposa, estava grávida de um sexto filho.

E, como é normal, Rhea não queria ver o filho comido por seu marido. Quando a criança nasceu, Rhea substituí a criança por uma grande pedra envolta em linho e apresentou-a a Cronos como seu filho. E ele comeu a pedra sem sequer se certificar se era, de facto, o verdadeiro filho.

E Rhea escondeu o menino. Para tal, contou com a cumplicidade de sua mãe, a deusa Gaia que, na altura, vivia com sua avó Éris na escuridão eterna – aí, onde Cronus não poderia encontrar o petiz.

Precisamente!…

Gaia e Eris foram incumbidas de proteger Zeus, o filho mais novo de Cronus, o menino que sobreviveu envolto no sagrado caos.

E a deusa primordial, Éris, a que tudo previa (porque tudo sabia) – percebeu que Zeus iria crescer para se tornar um Deus de topo da hierarquia – logo um deus dominante e supremo.

Éris pensa e repensa e, ao pensar, repensa de novo e… decide que o melhor será matar seu bisneto – Zeus – antes que inicie o seu reinado de terror.

Porém Zeus sobrevive graças à sua avó, a deusa Gaia.

Com efeito, Éris sabia que ao matar o deus-menino teria de destruir o universo e começar tudo do zero. Então, resolveu fazer da vida de Zeus uma farsa e uma tragédia. Faz tudo para subverter a hierarquia e, logicamente, dar uma machadada na falocracia.

Foi o que, realmente, fez. Procurou arruinar a carreira hierárquica do deus no panteão. E Zeus, esse, sentia-se completamente fodido e frustrado.

Zeus cresce e, derruba o pai, liberta seus irmãos mais velhos das entranhas do progenitor, todavia os titãs serão escravizados e subjugados pelos tios e tias. Tais atitudes de Zeus chateiam profundamente sua avó, Gaia. A deusa não podia suportar que seu neto, o deus-menino que tinha protegido, iria provocar tão grandes danos a seus irmãos, os Titãs – filhos de Gaia.

E Gaia gera um último Titã com Pluto – deus do submundo. Nasceu então Typhon o Pai de todos os monstros. E Typhon cavalga com Éris para enfrentar e matar Zeus. Mas Zeus, nessa altura, andava com Nike (Vitória) – donde se infere que naquele dia não poderia ser derrotado. No entanto, Éris acaba por cagar em Zeus.

Com seu poder supremo qual macho dominante, Zeus reescreve a história, a fim de retratar Éris como uma ordinária, uma deusa subordinada.

é nesta altura que Zeus faz crer a todos que Éris não é sua bisavó mas sim, sua filha. (foda-se!… o tipo era um cabrão falocrata).

Hail Eris !!!!!
23.

Irei descer Voltarei aos altares

aaa-demo

O tempo chegou – desceremos através da Espiral – a dos Tempos.

O ponto central da espiral, é também a do abismo – do Conhecimento.

O abismo é o caminho que os Adeptos almejam alcançar (deverão passar) – a Grande Cidade das Pirâmides.

Adentrando-nos nesse reino infernal e, caminhando em espiral, poderemos alcançar a capital do reino – para alguns, Infernal.

E esse reino representa (pode representar) a total reestruturação do sistema.

Para tal é necessário que superes as dualidades e te tornes um Mestre.

O Mito da descida, é o caminho. Aquele em que todos, no seu percurso, rumam ao interior do grande ciclo e, logicamente, iniciarão (tomarão em suas mãos) o outro.

São muitos os que nos seguirão.

Está escrito, nos muitos Livros e tal pensamento, patente nas muitas culturas: – uma nova Era surgirá!

Os calendários estão mortos.

Outros serão adoptados.

Outros.

Estruturados noutras frequências. Noutros ritmos.

Os dos Tempo.

Os que provocarão uma outra ordem mental. A que nos convidará seguir a harmonia:

– A da natureza

– A da mente

– A dos ciclos (solar – lunar)…

Reordenaremos a nossa mente.

Valorizaremos o fluxo do calendário lunar, sua tradição iniciática.

Somos os filhos das “bruxas” e “magos” que a cristandade não conseguiu queimar nas suas fogueiras.

Estamos vivos e reivindicamos o regresso da “Grande Roda do Ano” com seus sabat e festividades lunares.

Reivindicamos as práticas da Bruxaria tradicional. A grande FESTA. Uma sociedade humanizada onde a criatividade e a liberdade são a grande chave.

Reivindicamos a absoluta liberdade. A liberdade é una. É um todo.

A liberdade é! – a “liberdade parcelar” não o é!

A liberdade e a criatividade irrompem. Espontaneamente.

Não há (não pode haver) “parcelas” de liberdade.

Há, tão só Liberdade.

É a Liberdade que desejamos. Que reivindicamos.

Quando as estrelas estiverem alinhadas eles voltarão para destruir o mundo. Os “Antigos” transportam consigo os nomes esquecidos e trarão, de novo, os poderes negados ou adormecidos.

Os poderes que residem no nosso interior – os quais não damos conta

Eles voltarão aos altares.

E Eles destruirão os altares.

A liberdade será reconquistada aos tiranos – A Grande Árvore será o nosso trono

Conan era illuminati

Illuminati? conspiração?…

quê?…
Onde Estão Os Illuminati?

em todos os cantos!
devemos, mesmo, desconfiar de tudo
e
de todos
isso!…

a paranóia é o melhor de todos os instintos

Conan-the-Barbarian

Os Illuminati conspiram
detêm o mundo. todo.
comandam as programações
da TV
da rádio
do espectáculo
e…
etc
estão no tratamento das águas
na manutenção eléctrica
e
nas obras de saneamento…
estão, mesmo, em toda a parte.

será que tu (que estás a ler isto) és, também um illuminado?

Os seres mais influentes estão subordinados aos Illuminati – são “testas de ferro” das organizações ditas Illuminadas.
formam e integram vários grupos – a Mesa (que pretende dominar o mundo), a Network (que quer o controle do ciberespaço), a Irmandade da Luz (que quer destruir todos os Illuminati)…
pois

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ELES subordinam à sua vontade grandes companhias como as IBM, apple, microsoft (controladas pela Network), a CIA e a velha KGB (controladas pela Mesa) e a Greenpeace (que não passa de uma facção da Irmandade da Luz).
Os Illuminati mandam e desmandam
em tudo e em todos.
Os Illuminati querem o mundo
e
o seu único obstáculo são os seus inimigos.
precisamente.
os seus inimigos são os Illuminati.

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claro.
tudo não passa
de teoria
de conspiração
de especulação

claro
tudo pode ser
e
não o ser
pode
e
não pode

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Afinal…
quem sabe alguma coisa – mesmo – sobre os Illuminati?

sejam bem vindos ao mundo – tal como o é.

estejamos, portanto, calmos e lancemos a palavra.
e…
a palavra é: <FNORD> <FNORD> <FNORD>
porque <FNORD> <FNORD>
ou mesmo <FNORD>
é… possivelmente <FNORD>
daí que <FNORD>
no caso de <FNORD> <FNORD> <FNORD>
é tão só <FNORD>.

então <FNORD> <FNORD> <FNORD>
e <FNORD> <FNORD>
é tão só <FNORD>
e <FNORD>
mente e se desmente ao pronunciar bem alto <FNORD> .

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Obrigado FNORD

Intrigante?…
nem por isso. uma vez que FNORD é a palavra que resume tudo. não só o cosmos como qualquer banalidade.
e o cosmos não passa de uma banalidade.
com efeito tudo o é.
e sendo…

Tudo o é – também – para os Illuminati.

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quê?…
Onde Estão Os Illuminati?

em todos os cantos!
devemos, mesmo, desconfiar de tudo
e
de todos
isso!…

a paranóia é o melhor de todos os instintos

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origem dos Illuminati

é facto
não se sabe exactamente.
não se sabe do quando
ou, mesmo, do onde.
ou seja: ninguém sabe ao certo quando surgiram
será que já existiam Illuminati influenciando os velhos Faraós do Egipto?
havia já Illuminati
na Idade Média
na Renascença?…

há, porém, que não confundir Iluminismo com Illuminati.
e porque não? confundir pode ser, também, perigoso.
e
o perigo é importante. uma vez que sem perigo, a conspiração jamais terá o sucesso desejável.
mas… há uma hipótese (um quase facto) de que os Illuminati nasceram há vinte mil anos, quando Kull governava a cidade de Valusia, na Atlândida.
e, tendo em conta tal hipótese…

Conan foi um destacado Illuminati.

viva Conan “o bárbaro”

>>>> continuará

O Livro de Babalon

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O Livro de Babalon (ou do ressurgir da deusa do paganismo)

 

Disse-me Babalon:

1. precisamente, sou eu, BABALON. 

2. e este é o meu livro. o quarto capítulo do Livro da Lei. e completando o Nome, pelo facto de Eu ser a saída de NUIT e HÓRUS, a irmã incestuosa de RA-HOOR-KHUIT. 

3. sou BABALON. e o TEMPO é o dos loucos. 

4. chamaste-me maldito e bem-amado. chamaste-me louco. 

5 a 8. (lacuna – desaparecida ou, provavelmente, perdida) 

9. e fica a saber que Eu, BABALON, me tornarei carne e voltarei. serei uma entre os homens. 

10. virei como um fogo pendente, como uma canção fora da Ordem, um trompete soando por entre átrios – os do julgamento. tornar-me-ei  bandeira frente aos exércitos. todos.

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11. reunirei as minhas crianças em meu redor, porque O TEMPO é meu. 

12. esta será a forma que tomarei quando da minha encarnação. mas atenção! 

13. tu me oferecerás tudo. tudo o que fores e tudo o que poderes – em meu altar. tu serás o atingido pelo sentido e serás proscrito e amaldiçoado. tornar-te-às errante e solitário em espaços abomináveis. 

14. arrisca. sim. porque eu não pedi a ninguém e ninguém pediu a alguém. os outros são vazios. porém, tu o quiseste. 

15. saibas tu, que eu me cheguei a ti antes de ti e tu, o grande senhor, e eu a donzela caída. Ah!… que cega é a insensatez. 

16. depois… apenas a loucura, porque tudo é vazio. assim será e assim tem sido. tal como tu que queimaste tudo para lá de ti. 

17. sim. virei de novo e tomarei a forma que tu adivinhas. a forma do nosso e vosso sangue. 

18. o nosso/meu altar está composto, poderás roubá-lo. 

19. o perfume que invade o ar do templo é de sândalo e a túnica, que envergarás, será verde e dourada. sobre o altar, a minha taça, o livro da nossa Ordem e a tua adaga. 

20. uma chama que se vislumbra. 

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21. há um sigilo. o da devoção. e que o sigilo seja consagrado, para que se torne verdadeiro, para que seja afirmado nos nossos dias – todos. jamais serei esboçada nos teus canhenhos de mago. o teu amor, apenas a mim será dedicado. corre em busca da moeda de cobre cujo  diâmetro se mede em três polegadas no campo azul. sim. a grande estrela dourada sou eu: BABALON. 

22. é este o meu talismã. vai e consagra-o com os nossos supremos ritos. o da palavra e o do cálice consagrado – a mim BABALON.

23. ao responderes à minha chamada, tu saberás que fazer. entoarás todas as canções de amor que sabes e a mim as dedicarás. depois…  procurar-me-às no Sétimo Vento. 

24. vivemos o tempo prescrito. jamais poderás procurar o fim, porque eu te guiarei como só eu posso guiar os meus… cultiva a verdade. não seria exigir demais que eu fosse tua amante e te dominasse? não. porque eu sou precisamente a tua amante e te domino – porque EU SOU. 

25. providenciarei o meu receptáculo, quando e onde não te direi. não me sigas. não me chames! deixa-me que te anuncie. tão pouco o perguntes. mantem-te no silêncio. 

26. este meu receptáculo deverá ser perfeito. e esse será o modo. o meu. o da minha perfeição. 

27. trabalha. o ciclo é de nove luas. 

28. a obra de Astarte, o da música e das festividades, comporta vinho e todas as artes. também as do amor. 

29. que a BABALON seja dedicada e consagrada com sangue sobre sangue, com o coração sobre o coração, com a mente sobre a mente – um será vontade, nenhum o será sem o círculo, tudo a mim será dedicado. 

30. ela, vagueará no bosque enfeitiçado, protegida na grande Noite de Pan e, tomará conhecimento de todos os mistérios do Bode. da Serpente. das crianças que se escondem no longe. 

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31. providenciarei, como é apanágio, o local e as bases materiais. e tu, dos teus olhos, verterás lágrimas de sangue. 

32. será isto impossível, entre dois mundos – o da matéria e o do espírito? não. para mim é o grande êxtase. a agonia do silêncio – nada dirás porque a nossa palavra é indizível. no entanto Eu estou. estou em ti. Eu sou a força e  tu a terás – porque a alcançarás – de mim. 

33. prepara o meu livro para instruir os que virão para a grande Ordem. tu os ensinarás. a nossa Ordem, tu sabes, terá capitães e adeptos. e todos nos servirão. me servirão. isso. seguirás a grande peregrinação negra e não regressarás. o tempo é de avançar. sempre.

34. o teu trabalho será consumado de acordo com a minha voz e a minha voz tocará o teu coração. o livro será o teu guia, nenhuma outra instrução será visível. 

35. que seja ela (a tua guia nos escritos) a sábia, a segura e a excelente. 

36. que ela saiba:… que meu caminho não está nos caminhos – os solenes, ou os mais racionais, mas no caminho da liberdade selvagem da águia, o caminho tortuoso da serpente, o caminho oblíquo do factor desconhecido e inumerável. 

37. eu sou BABALON. ela é minha filha. a única filha, não haverá outra como ela. 

38. em Meu Nome terá ela o poder, todos os homens e todas as coisas. as mais excelentes. e terá os reis, os capitães e todos os segredos sob seu comando. 

39. os primeiros servidores serão escolhidos em segredo – um capitão, um mentiroso, um agitador, um rebelde… 

40. chama a minha filha e Eu virei. até ti. serás inundado pela minha força e pelo meu fogo. pela minha paixão e meu poder, que te cercarão e servirão de inspirarão. e a minha voz será a tua voz – a que julgará todas as nações. 

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41. ninguém te resistirá porque tu és quem amo e tu me amas. e, ainda que me chamem meretriz, prostituta, desavergonhada, falsa, má, tais palavras serão pronunciadas como sangue em suas bocas, como pó. 

42. então as minhas crianças te conhecerão, te amarão – isto vos libertará. 

43. tudo está nas tuas mãos:… todo o poder, toda a esperança, todo o futuro. 

44. houve quem viesse como homem. ao ser fraco, falhou. 

45. houve quem viesse como mulher. foi estúpida, falhou. 

46. mas tu estás para além de homem e da mulher, a minha estrela está em ti. tu a utilizarás. 

47. a tua hora soará no relógio de meu PAI. Ele preparou um banquete, um Leito de Núpcias. Eu serei a Noiva. a designada desde sempre – e isto estava escrito T.O.P.A.N. 

48. aproxima-se a hora da nossa natural encarnação. tu és o adepto crucificado na minha morada. 

49. as tuas lágrimas, teu suor, teu sangue, teu amor, tua fé provarão o que foi escrito. Ah!… Eu te absorverei como se fosses a taça que é o meu corpo. o corpo de BABALON. 

50. não cedas. tu e Eu cobrir-nos-emos com o primeiro véu e falaremos por baixo da dança das estrelas. 

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51. não cedas. tu e Eu cobrir-nos-emos com o segundo véu no momento em que Deus e Jesus serão golpeados com a espada de HÓRUS. 

52. não cedas. tu e Eu cobrir-nos-emos com o terceiro véu, e as ondas do mar infernal serão infestadas pela nossa beleza. 

53. por ti caminharei ao largo, atravessarei as labaredas do Inferno, ainda que minha língua se venha a calar irremediavelmente. 

54. deixa-me contemplar-te nu a coberto da luxuria. deixa-me contemplar-te como gosto, ouvindo a tua voz num grito – pronunciando o meu nome. 

55. deixa-me receber o teu corpo – todo – dentro da minha Taça para que possa atingir o clímax que se sobrepõe ao clímax, o prazer que se sobrepõe ao prazer. 

56. então, conquistaremos a morte e todos os Infernos juntos. 

57. então, a terra será minha. 

58. sim. tu farás a Peregrinação Negra. 

59. sim. sou mesmo EU, BABALON e EU, SEREI LIVRE. tu o louco, serás também livre do sentimentalismo. porque serei  Eu a tua rainha e tu me seguirás, para que possa sentir teu nariz nas minhas ancas? 

60. EU SOU BABALON, sim. o MEU TEMPO é chegado. e este é o meu livro. o que o meu adepto preparou. este é o livro de BABALON. 

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61. sim. o meu adepto completou a sua Peregrinação Negra. e ele será amaldiçoado porque esta é a natureza do caminho. ele publicará a palavra secreta dos adeptos. a que lhe foi dada a conhecer num sonho. e isto é apenas um apêndice – o qual resume o meu Livro. e eles (os outro) lhe gritarão: – louco! mentiroso! bêbedo! caluniador! prevaricador! e ele apenas questionará: – não estais vós contentes por tomar conhecimento da magia? 

62. não há outro caminho. heis-nos chegados à décima-primeira hora. 

63. o selo de meu Irmão repousa sobre a terra e o seu Avatar encontra-se à sua frente. o trigo foi debulhado. as uvas pisadas e nada cessará até que a verdade seja revelada pelo último dos homens. 

64. e tu que não aceitas e tu que podes vislumbrar o além, alcancem com as vossas mãos as minhas crianças e ceifem o mundo. está na hora da colheita. 

65. congreguem-se em covens como nos velhos tempos. o número dos congregados é onze porque esse é também meu número. congreguem-se frente ao público, num grande festim onde a música e a dança sobejem. congreguem-se em segredo. mantenham-se nus e desavergonhados e regozijem-se por se afirmarem em meu nome. 

66. elaborem os vossos feitiços seguindo o meu livro. pratiquem de forma secreta para atingir o feitiço supremo. 

67. a elaboração da imagem, a poção e o charme… prossigam o trabalho da aranha e da serpente. prossigamos o nosso percurso aos poucos e calmamente – no escuro. este será o nosso trabalho. 

68. aquele que ama não odeia, o que odeia teme – permitam-se provar o medo. 

69. esta é a forma, a nossa estrela, a estrela que nos queima com seu divino brilho. oh!… lua! lua feiticeira…

70. tu o secreto, tu o pária, tu o amaldiçoado e desprezado, tu mesmo que te congregaste em privado e, há muito, nos meus ritos ao luar. 

71. tu o liberto, tu o selvagem, tu o indomável, tu que caminhas sem esperança. 

72. vê, meu irmão… vê e quebra o mundo como se fora a noz que te alimenta. 

73. é facto. meu Pai construiu uma casa para ti e minha Mãe preparou-nos o Leito Nupcial. Meu Irmão confundiu os nossos inimigos. 

74. Eu sou a Noiva designada. vá!… vem cumprir as nossas núpcias – vem. agora! 

75. o meu prazer é o prazer da eternidade, o meu sorriso é como a gargalhada de uma bêbeda, duma prostituta no leito onde atingirá o êxtase. 

76. os teus amores – todos – são sagrados. regozija-te com eles em liberdade e, em meu nome. 

77. coloca a minha estrela nas tuas bandeiras e prossegue o teu caminho com prazer e com um sorriso vitorioso. ninguém te negará, e ninguém te passará. confia na Espada de meu Irmão e invoca-me, grita o meu nome nas tuas convocações e ritos, pronuncia o meu nome no teu leito de amor e, nas batalhas que travares em meu nome… O MEU NOME É BABALON,

todo o poder te será dado!

___________

texto de Jack Parsons (tradução e adaptação para português em processo)

as ervas as bruxas e alguns bruxedos

Como Usar as Ervas – Mágicas

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Usar ervas mágicas é relativamente simples!
Mas atenção!… Algumas das ervas, que indicamos neste apontamento, são venenosas. Há que ter as cautelas necessárias antes de as usar.

Assim e para o uso correcto das ervas mágicas, devemos colocá-las num saquinho feito com veludo preto ou em couro (igualmente negro).
O saquinho é (passa a ser) um amuleto – mágico. Assim sendo, passa a ser objecto de transporte pessoal.

Secar e, eventualmente, deixar as ervas penduradas em espaços de sua casa também poderá ser uma forma poderosa de atrair as forças mágicas dessas ervas.

As ervas que se relacionam com amor, podem ser reduzidas à pó. Nesse caso, poderemos soprar sobre a pessoa que desejamos ou usar o pó para conquistar alguém…

O Poder mágico das plantas

Para assuntos relacionados com negócios: benjoim, canela, cravos da índia, louro;

Para assuntos relacionados com a adivinhação: alecrim, anis estrelado, artemísia, canela, freixo, louro, noz-moscada, rosa, sândalo;

Para assuntos relacionados com a fertilidade: carvalho, girassol, mandrágora, noz, papoula, pinho, romã, roseira;

Para assuntos relacionados com a cura: alecrim, arruda, canela, cardo bento, cravo, eucalipto, freixo, hortelã, lavanda, maçã, mirra, narciso, rosa, salva, violeta;

Para assuntos relacionados com o amor: alecrim, canela, cominho, coentro, jasmim, laranja, lavanda, limão, lírio, maçã, manjericão, verbena, violeta;

Para assuntos relacionados com dinheiro: amêndoa, artemísia, brionia, camomila, cravo, jasmim, madressilva, manjericão, menta, trigo;

Para assuntos relacionados com protecção: alecrim, angélica, arruda, boca de leão, artemísia, erva doce, freixo, louro, verbena, visgo;

Para assuntos relacionados com purificação: açafrão, alfazema, alecrim, anis, arruda, hortelã, lavanda, limão, louro, mirra, sabugueiro, sândalo, sangue de dragão.

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As Ervas

A

Alecrim (Rosmarinus officinalis)

. Planeta: Sol
. Elemento: Fogo
Usado em encantamentos de proteção, ajuda nos estudos. Devemos lavar as mãos com uma infusão de alecrim (tal acto substitui o banho de purificação). Podemos beber um chá de alecrim antes de fazer um exame ou uma entrevista de trabalho para abrir a mente. O chá de alecrim é óptimo para trazer ânimo.
Esta infusão está ligada à fidelidade, ao amor, às lembranças felizes. O cheiro de alecrim mantém a pessoa alegre, é pois um símbolo de amizade.

Açafrão (Crocus sativus)

. Planeta: Sol
. Elemento: Fogo
Usado em rituais de prosperidade e cura.

Alho (Allium sativum)

. Planeta: Marte
. Elemento: Fogo
Erva extremamente protectora. Pode ser pendurado em casa como elemento protector. É também utilizado para ritos de exorcismo. Os antigos gregos colocavam o bolbo do alho sobre um amontoado de pedras numa encruzilhada – uma oferenda à deusa Hécate.

Amêndoas (Prunus amygdalus [doce] Amygdalus communis [amarga])

Na antiguidade as amêndoas eram conhecidas para prevenir a intoxicação, na idade média as amêndoas eram adicionadas às refeições com esse mesmo propósito. Além disso, a amêndoa é consumida para despertar a inteligência.

Angélica (Angelica archanegelica)

. Planeta: Sol
. Elemento: Fogo
A raiz da angélica guardada num saquinho de tecido azul funciona como um poderoso talismã protector.
A raiz também pode ser colocada num saquinho de tecido branco pendurado na janela para proteger, casa e pessoas que moram nela, de todo o mal.

Anis (Pimpinela anisum)

. Planeta: Júpiter
. Elemento: Ar
Usado para protecção. Um travesseiro feito com anis, proporciona um sono tranquilo e sem pesadelos.
É considerado um óptimo protector contra o mau olhado.

Avelã (Corylus spp.)

. Planeta: Sol
. Elemento: Ar
A madeira é apropriada para fazer qualquer tipo de bastão. Óptimo encantamento para nos trazer sorte. Fazer uma cruz solar amarrando 2 galhos juntos com um cordão vermelho ou dourado torna a acção mais eficaz.

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B

Bálsamo de Gilead (Populus candicans)

. Planeta: Saturno
O botão pode ser usado na cura – por exemplo um coração partido. Também é usado noutros feitiços de amor e proteção.

Basílico (Ocimum basilicum)

. Planeta: Marte
. Elemento: Fogo
Usado em rituais que privilegiam a riqueza e a prosperidade. Pode ser carregada no bolso para atrair riqueza.
Acreditava-se que a mulher poderia impedir a infidelidade do marido salpicando basílico no seu corpo.

Baunilha (Vanilla aromatica ou Vanilla planifolia)

. Planeta: Júpiter
. Elemento: Fogo
Usado nos encantamentos de amor. O óleo de baunilha tem função afrodisíaca.

Benjoim (Styrax benzoin)

. Planeta: Sol
. Elemento: Ar
Usado como incenso de purificação.

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C

Camomila (Anthemis noblis)

. Planeta: Sol
. Elemento: Água
Usado nos encantamentos e rituais de prosperidade. Estimula o sono. O chá acalma e tranquiliza. Pode ser muito útil quando de um ritual ou em situações de raiva ou, mesmo, agonia.
Lavar o rosto e as mãos com camomila atrai a relação amorosa.

Canela (Cinnamonum zeylanicum)

. Planeta: Sol
. Elemento: Fogo
Pode ser usado como incenso para a cura, para a clarividência e para as vibrações espirituais. É conhecida como poderoso afrodisíaco. Também usada em feitiços de prosperidade ou feitiços de amor.

Carvalho (Quercus alba)

. Planeta: Sol
. Elemento: Fogo
Árvore sagrada em muitas culturas. Queimar folhas de carvalho purifica. A madeira é usada para fazer bastões de todos os tipos. O fruto do carvalho pode ser usado para fazer encantamentos de fertilidade, preserva a juventude e evita doenças. O homem pode usar o fruto de carvalho para aumentar a potência sexual.

Cebola (Allium cepa)

. Planeta: Marte
. Elemento: Fogo
Usado para proteger e curar.

Cipreste (Cupressus spp.)

. Planeta: Saturno
. Elemento: Terra
A fumaça do cipreste pode ser usada para consagrar instrumentos mágicos.

Coentro (Coriandrum sativum)

. Planeta: Marte
. Elemento: Fogo
Usado em feitiços de amor.

Cominho (Carum carvi)

. Planeta: Mercúrio
. Elemento: Ar
Usado em encantamentos de amor – atrai a pessoa amada.

Cravo (Dianthus caryophyllus)

. Planeta: Sol
. Elemento: Fogo
Na época da inquisição as bruxas carregavam o cravo consigo para prevenir-se contra a captura ou enforcamento. Gera energia no ritual quando usado como incenso.

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D

Dill (Anethum graveolens)

. Planeta: Mercúrio
. Elemento: Fogo
Usado em feitiços de amor. Pendurado nos quartos de crianças protege-as. Na antiguidade o dill era usado para proteger pessoas contra os malefícios e bruxedos.

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E

Espinheiro (Crataegus oxyacantha)

. Planeta: Marte
. Elemento: Fogo
Muito usado em “saquinhos” de proteção. Na antiga Grécia e Roma, era associado à felicidade em ligações amorosas.
Pode ser queimado como incenso para proporcionar energia e dinamismo ou em momentos de reflexão.

Eucalipto (Eucalyptus globulus)

. Planeta: Lua
. Elemento: Ar
Usado em rituais de cura e feitiços de todos os tipos. Pode ser utilizado para cura colocando as folhas em volta de uma vela azul e queimá-las. Também pode ser pendurada em volta do pescoço – cura de resfriados e dores de garganta.

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F

Freixo (Fraxinus excelsior)

. Planeta: Sol
. Elemento: Água
Usado na feitura de vassouras e bastões de cura. As folhas deixadas por baixo do travesseiro auxiliam na concretização de sonhos psíquicos. A folha pode ser trazida no bolso para atrair a fortuna.

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G

Gardénia (Gardenia spp.)

. Planeta: Lua
. Elemento: Água
Use as flores para atrais amor.

Girassol (Helianthus annus)

. Planeta: Sol
. Elemento: Fogo
Traz as bênçãos do Sol – no espaço onde cresce.

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H

Hera (Hedera spp.)

. Planeta: Saturno
. Elemento: Água
Guarda e protege a casa.

Hortelã (Mentha piperata)

. Planeta: Vénus
. Elemento: Ar
Usada nos encantamentos de cura. Tomar banho com hortelã é óptimo -pode ser usada como incenso.

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I

Íris (Iris florentina ou Iris germanica)

. Planeta: Vénus
. Elemento: Água
Usado em feitiços de amor, banhos e incenso.

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J

Jasmin (Jasminum officinale ou Jasminum odoratissimum)

. Planeta: Júpiter
. Elemento: Terra.
Usado em feitiços de amor.

Junípero (Juniperus communis)
. Planeta: Sol
. Elemento: Fogo
O ramo de junípero é usado para evitar acidentes. O grão seco atrai o amor. Esta planta protege a casa contra o roubo.

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L

Laranja (Citrus sinesis)

. Planeta: Sol
. Elemento: Água
A casca seca de laranja é usada em feitiços de amor e fertilidade, ou como incenso solar. É um símbolo tradicionalmente chinês de sorte e prosperidade.

Lavanda (Lavendula vera ou Lavendula officinale)

. Planeta: Mercúrio
. Elemento: Ar
Usado em banhos ou incenso de purificação. Jogar lavanda ao fogo no solstício de verão é um tributo aos Deuses, dá-nos visão e inspiração. Usado também em banhos para curar e para atrair o homem (objecto de desejo). O perfume da Lavanda induz ao sono. Excelente para nos dar claridade e coerência em trabalhos mágicos e concentração.

Louro (Lauris noblis)

. Planeta: Sol
. Elemento: Fogo
Na Antiga Grécia as folhas de louro eram usadas nas coroas dos vitoriosos no atletismo ou nos concursos de poesia. As folhas podem ser queimadas ou mastigadas para induzir visões. Usado como amuleto para protecção das forças negativas. As folhas deixadas por baixo do travesseiro induzem a sonhos proféticos. Pode ser usado em rituais de protecção e purificação. Manter um pé de louro em casa protege, todos os que nela moram, de doenças.

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M

Mandrágora (Mandragora officinarum)

. Planeta: Mercúrio
. Elemento: Terra
Uma erva muito poderosa para proteger o Lar. A raiz pode ser usada para curar a impotência masculina. Para carregar a mandrágora com seu poder pessoal, deixe-a em sua cama durante 3 dias durante a lua cheia. Usada também para dar coragem.

Manjerona (Origanum majorana)

. Planeta: Mercúrio
. Elemento: Ar
Usado em feitiços de amor. Coloque um pedaço dessa erva em todos os cómodos da casa como protecção.

Margarida (Bellis perennis)

As margaridas estão associadas as celebrações da primavera e do verão: decorar a casa na noite do solstício de verão, traz felicidade para o lar e atrai as fadas.

Maçã (Pyrus malus)

. Planeta: Vênus
. Elemento: Água
Muito usada em feitiços de amor há milhares de anos. O suco da maçã pode substituir o vinho quando realizar um feitiço ou ritual. A madeira da macieira pode ser usada para fazer bastões e em feitiços de amor.

Meimendro (Hyoscyamus niger)

. Planeta: Saturno
. Elemento: Água
Venenoso. Usado para atrair o amor de uma mulher. Também usado em adivinhação salpicando meimendro na água.

Mirra (Commiphoria myrrha)

. Planeta: Sol
. Elemento: Água
Usado como incenso protector e purificador. Também pode ser usado para consagrar instrumentos mágicos.

Murta (Myrica cerifera)

. Planeta: Vénus
. Elemento: Água
Sagrado a Vénus – é usado em feitiços de amor e de todos os tipos. Ter murta em casa atrai a sorte. Use as folhas de murta para atrair amor, e a madeira para preservar a juventude. A madeira é boa para os encantamentos.

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N

Noz (Juglans regia)

. Planeta: Sol
. Elemento: Fogo
Use a noz em encantamentos para promover a fertilidade e fortalecer o coração.

Noz-moscada (Myristica fragrans)
. Planeta: Júpiter
. Elemento: Ar
Usado para reforçar a clarividência prevenir reumatismo. Sonhar com noz-moscada significa mudanças na vida do sonhador.

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O

Olíbano (Boswellia carterii)

. Planeta: Sol
. Elemento: Fogo
Seu perfume é muito poderoso – auxilia nas meditações. Usado como incenso para protecção.

Oliva (Olea europaea)

Sagrado para Atenas. É um símbolo de paz e prosperidade.

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P

Patchouli (Pogostemon cablin ou Pogostemon patchouli)

. Planeta: Sol
. Elemento: Terra
Erva afrodisíaca, também atrai amor.

Pimenta (Capsicum spp.)

. Planeta: Marte
. Elemento: Fogo
Usado em feitiços de proteção.

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R

Rosa (Rosa spp.)

. Planeta: Vénus
. Elemento: Água
Beba um chá de rosas para ter sonhos adivinhatórios, ou para privilegiar a beleza. A rosa pode ser, também, Usada como incenso ou em encantamentos, para dormir, atrair amor e curar. Sonhar com rosas significa, sucesso no amor, fortuna.

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S

Sabugueiro (Sambucus canadensis)

. Planeta: Vénus
. Elemento: Ar
Os galhos podem ser usados para fazer varinhas mágicas.

Salgueiro (Salis alba)

. Planeta: Lua
. Elemento: Terra
Os bastões feitos com a madeira do salgueiro têm a propriedade de cura. O salgueiro traz bênçãos da Lua para aqueles que o têm. O salgueiro pode ser usado para fazer a vassoura mágica. Tanto as folhas quanto a madeira.

Salsa (Carum petroselinum)

. Planeta: Mercúrio
. Elemento: Ar
Na antiga Grécia e Roma era um símbolo de morte, e era usada nas coroas de flores em túmulos. Era consagrada a Perséfone e usada em ritos funerários.

Sálvia (Salvia officinalis)

. Planeta: Júpiter
. Elemento: Terra
Usado em encantamentos de cura e prosperidade. Promove a longevidade e saúde.

Samambaia

. Planeta: Saturno
. Elemento: Terra
É uma planta extremamente poderosa para a proteção da casa.

Sândalo (Santalum album)

. Planeta: Lua
. Elemento: Ar
Usado como incenso para purificar, curar e proteger.

Sangue de Dragão (Daemonorops draco ou Dracaena draco)

. Planeta: Marte
. Elemento: Fogo
Usado em feitiços de amor e proteção. Um pedaço colocado debaixo da cama ajuda a curar a impotência.
Carregue um pedaço para ter sorte. Pode ser dissolvido e usado no banho para uma poderosa purificação. O sangue de dragão também é usado na feitura de tinta mágica.

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T

Tília (Tilia europaea)

. Planeta: Júpiter
Associado ao amor conjugal e a longevidade.

Tomilho (Thymus vulgaris)

. Planeta: Vénus
. Elemento: Ar
Usado como incenso purificador, banhos mágicos de limpeza. Pode ser inalado para refrescar e renovar a energia. Use para se defender contra as forças negativas. Esta planta traz inspiração e coragem.

Trevo (Trifolium spp.)

. Planeta: Mercúrio
Associado à Deusa Tríplice. Usado em rituais de beleza e juventude. O trevo de quatro folhas, pode ser usado para ver fadas, curar doenças, e em feitiços de boa sorte. Sonhar com trevo significa fortuna, principalmente para pessoas jovens.

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U

Urtiga (Urtica dioica)

. Planeta: Marte
. Elemento: Fogo
Encha um pote com urtiga para lançar más vibrações e maldições de volta a quem as mandou. Usado também em feitiços de protecção e para incentivar a coragem. Foi considerado como antídoto contra vários venenos.

o louco

… os mercadores procedentes dos mais longínquos países, oferecem-nos, no paraíso, produtos exóticos de todo o tipo…
frescas frutas e verduras que, com esmero, os cozinheiros prepararão para nosso repasto
recuperarão as antigas receitas, as que as tribos de antanho já cozinhavam quando dos seus ritos ao Sol
jóias e finas sedas embelezarão nossos corpos
mágicos, actores, e marionetistas exibirão os seus melhores momentos de criatividade
poetas e músicos converterão a viagem ao grande sabat num encantador passeio
e
pronto,

esta introdução ao canhenho de notas do nosso irmão, podemos ficar por aqui. ainda que muito mais pudesse ser dito,
porém, devido ao adiantado da hora…

deixamos este espaço em branco para vossa reflexão

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porque o silêncio e a alvura do papel são, talvez, dos melhores signos da alegria

claro que sim…

o autor destas linhas, é um dos guerreiros que não nos deixa esquecer que a principal fonte de energia somos nós próprios – a sua obra tem despertado uma intensa emoção em toda a irmandade

que os deuses velem por ele

 S” ¯Å  S” ¯Å

negro2

sabemos que
toda a verdade é relativa
e
que o de antes volta a tornar-se presente graças ao
rito ………………………………………………………….
………………………………………………………….
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……………………………e
regressamos sempre
dominados pela ansiedade de saber
decifrar o oculto

há sempre
algo que se nos escapa
de que necessitamos
e ……………………………………………………….
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…………………………..introduzir
o_fascínio_no_campo_de_manobras
aglutinação .
pôr
do lado de .
do lado de . pôr
aplicações .
e
os objectos
ao tocarem-se transmitem o seu significado .
suas
estratégias de composição .
fragmentos .
adição
versus subtracção .
um
processo
de agregação contínua de materiais,
que de
forma
táctil se fundem .

na acumulação .
na substituição ……………………………………..
………………………………………………………….
………………………………………………………….
………………………………………………………….
………………………………………………………….
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………………………………………………………….
………………………………………………………….
………………………………………………………….
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………………………………………………………….
………………………………………………………….
………………………………………………………….
………………………………………………………….

negro-pedras2

………………………….. e
o louco é a
lâmina que abre e fecha o livro (o alfa e o omega)
ele é a transgressão ao estabelecido
não numerado
o louco
é aquela parte de nós
bastante sábia para se extasiar diante do mistério da criação
e
bastante audaz para se lançar à aventura
o louco
conforma-se com uma nova forma de viver a noite
e
tudo começou …………………………………… um dia
muito antes de terem nascido os deuses
…………………………………………………………………
………………………………………………………………….
………………………………………………………………….
………………………………………………………………….
………………………………………………………………….
………………………………………………………………….
………………………………………………………………….
………………………………………………………………….