arte performance algarve tavira

encontros de arte contemporânea algarve-andaluzia – um projecto da associação de artistas plásticos do algarve

mandrágora esteve presente – tavira, atalaia, 2011  (com m. almeida e sousa e gonçalo mattos)
a ideia
o projecto
envolveu o quotidiano – o espectáculo – como diria gui debord
e
prevemos as imagens

Ao viver sentimos que cada momento, cada instante, é fugaz. Quando construímos uma acção a partir das nossas vivências, também ela será fugaz, efémera como qualquer acção real. Na proposta tudo passa pela recriação do instante, ou pela sua imagem, a criação de uma acção, sem a intenção de outra coisa que não a acção em si mesma.
As vivências são, pois, a matéria prima e a criação é elaborada a partir de imagens (memórias). Tais imagens passam e a intenção será apreendê-las num “espaço-matéria”, de forma a que todos os momentos efémeros não o sejam tanto e não nos escapem com facilidade.
Os materiais são, como as acções, efémeros – ao passar pelo objecto abandonado na rua vem-nos à ideia a sua utilização na acção. Porém, se o não guardarmos, no dia seguinte ele foi levado para a lixeira.
A acção criada num palco ou num espaço pictórico é tão fugaz como o objecto que encontrámos na rua… o seu fim será necessariamente uma lixeira uma grande lixeira. Dessa acção fica-nos apenas um “souvenir” para o álbum de família.

mas
o objecto da nossa “alma” é o corpo, só esse corpo existe no acto.
O actor procura colocar-se num ponto e “organiza” a sua percepção do espaço circundante – dá-se início ao movimento

e
tudo o mais são adereços num espaço
a alternativa passa pela extenuante e constante busca de uma humanidade perdida e destruída. uma espécie de trágico visionarismo que descobre as imagens perdidas (entenda-se imagens como um todo poético a exemplo de António Maria Lisboa; “…Tudo são imagens…” ou se quisermos; na magia tudo é imagem, cor, ritmo, sonoridade, movimento – a abstracção é, pois, estranha a este fenómeno)

nota: esta acção de mandrágora contou com participação de m. almeida e sousa e gonçalo mattos – prevista inicialmente a participação de bruno vilão. um projecto em processo e progresso. um acto só possível graças ao apoio do quartel de tavira “atalaia” e da insistência e aposta de josé bivar no “novo”, no inovador.

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