cena III poesia experimental portuguesa

 

é o experimental que nos move. jogar com a poesia experimental/concreta portuguesa é o desafio de um outro espectáculo de MandrágorA. no palco dois actores – melhor; o bruno vilão e a iris…  e a encenação será de manuel almeida e sousa – depois até poderão vir a ser mais os intervenientes… (seguramente) vamo-nos envolver nisto em processo
e
já. amanhã será o primeiro dia da deliciosa aventura – em novembro, a cena acontece. queremos que aconteça.

disse o bruno vilão sobre este projecto associativo com quase 33 anos: A Mandrágora consegue proporcionar imagens-miragens onde a água assume um novo estado – não é nevoeiro nem bolhas de sabão. “Mandrágora” não se enceta, não se consome, não se utiliza, e portanto não se reutiliza, nem tão pouco se recicla. É um mirabilis liber que nem todos conseguem folhear.

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antes da cena III

pode ser | pode muito bem ser | que e o | e o do que | venha do além | e o que | o que me faça cometer loucuras | pode ser | pode muito bem ser | que o mundo invisível | possa e seja | seja e possa | seja demoníaco e | que | que o mundo deva ser excluído | o mundo | o invisível | pode ser | pode muito bem ser | que não seja capaz | capaz de ver | de não ver | não | não sou capaz | pode ser | pode muito bem ser | de conhecer | o que não conheço e | temo | que temo o | e odeio o que odeio | e como odeio quero destruído | pode ser | pode muito bem ser | por isso é que | que o racional prefere | o racional prefere sempre | prefere mesmo o fosso | prefere o fosso à | ponte e | gosta | gosta mesmo | do corte a separar domínios | domínios concretos | domínios | onde todos os invisíveis são iguais e | pode ser | pode muito bem ser | que iguais e maus