cena 2 nota 1

          resumindo; a acção poética em processo e em progresso é aquela que contempla relatos e, num primeiro olhar, transmite uma sensação semelhante à que produz uma mesa posta com conhecimento e gosto… enfim, que só pode proceder de uma natural relação entre a pessoa que a pôs e os seus actos. nessa mesa que contemplamos,  repleta de iguarias, há muito mais que correcção, coerência e beleza. é fácil perceber que a disposição é dinâmica e que a vitalidade da imagem está ligada a poderosa expressão poética, na sua penetrante capacidade de sugerir outras leituras. leituras que, com a maior naturalidade, se expandem enquanto o observador se introduz no “quadro” e descobre que há espaço, mais que suficiente, para a imaginação. a sensatez é, neste caso, uma obra-mãe de depuração estilística.

a acção não se constitui num sistema fechado. são muitas e nem sempre complementares, as vidas desta vida.

imagens; performance de manuel almeida e sousa em tacira – associação “min arifa”

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