nota no circo

 

tenho um atrelado num velho circo —–> cansado de deambular de subúrbio em subúrbio.

eu sou o homem bomba
e

sei
porque atravesso as entranhas
as almas
porque conheço segredos & medos
porque sou o que vislumbra demónios e deuses
porque tenho uma fé inabalável nas minhas visões de revolta
porque ……………………………… percorro
ruas
horas
luzes
ausências
e
boleros de brel

…………… vagueio cemitérios
e
recordo vidas
……………………………………….
……………………………………….
dentro da carne navega um velho sonho
…………………………………
………………………. depois
…………………………………
…………………………………
morro sempre em mil sabores
porque…
sou o filho rebelde da superstição
e
leio nas cartas todos os futuros

 

au revoir

 

a.s.

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nota 1

a sombra, a nossa, é o motor da experiência possível

a sombra é a responsável pelos medos que experimentámos
ela…
é a entrada
o passo primeiro no processo
recuando ao velho egipto… a sombra reflecte a dualidade Set / Hórus

a força de Hórus – o oculto de Set

mas Set é a sombra aberta ao despertar – à exaltação poética